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	<title>Manguinhos On-line &#8211; Manguinhos On-line</title>
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	<description>Jornalismo comunitário feito em Manguinhos</description>
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		<title>Moradores de Manguinhos chegam ao terceiro dia sem água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Falta d’água começou a ser sentida na segunda-feira (27). Águas do Rio realiza manutenção em uma rede na Rua São Daniel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Moradores de Manguinhos chegaram à manhã desta quarta-feira (29) ainda relatando falta d’água em diferentes pontos do território. Segundo relatos recebidos pelo Manguinhos On-line, o abastecimento começou a ser afetado na segunda-feira (27), em alguns locais ainda durante a tarde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na terça-feira (28), o Manguinhos On-line registrou moradores buscando água na Beira Rio, no início da passagem da ponte em direção à Fiocruz. Alguns disseram que a água armazenada em casa já não estava sendo suficiente para as necessidades do dia a dia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/moradores-pegando-agua-em-manguinhos-1-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-1716" style="width:396px;height:auto" srcset="https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/moradores-pegando-agua-em-manguinhos-1-1024x768.jpg 1024w, https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/moradores-pegando-agua-em-manguinhos-1-300x225.jpg 300w, https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/moradores-pegando-agua-em-manguinhos-1-768x576.jpg 768w, https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/moradores-pegando-agua-em-manguinhos-1-1536x1152.jpg 1536w, https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/moradores-pegando-agua-em-manguinhos-1.jpg 1820w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Moradores buscam água na Beira Rio, em Manguinhos<br>Foto: Adriano Rodrigues/Manguinhos On-line</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Com baldes, garrafões e outros recipientes, moradores foram ao local buscar água enquanto aguardavam a normalização do abastecimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que diz a Águas do Rio</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em <a href="https://aguasdorio.com.br/manguinhos-e-arredores-28-07-2026/" target="_blank" rel="noopener">comunicado divulgado na terça-feira</a>, a Águas do Rio informou que segue realizando uma manutenção em uma rede de água de grande porte na Rua São Daniel, em Manguinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a concessionária, durante o serviço foi necessário desligar temporariamente um sistema de bombeamento em São Cristóvão. Com isso, o abastecimento também foi afetado em outros bairros da Zona Norte.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/aguas-do-rio-em-manguinhos-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-1717" style="width:396px;height:auto" srcset="https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/aguas-do-rio-em-manguinhos-1024x768.jpg 1024w, https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/aguas-do-rio-em-manguinhos-300x225.jpg 300w, https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/aguas-do-rio-em-manguinhos-768x576.jpg 768w, https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/aguas-do-rio-em-manguinhos-1536x1152.jpg 1536w, https://manguinhosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/aguas-do-rio-em-manguinhos-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Equipe trabalha na rede de água em Manguinhos<br>Foto: Adriano Rodrigues/Manguinhos On-line</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A empresa informou que, <strong>após a conclusão da manutenção, o fornecimento será retomado de forma gradual e a normalização pode levar 72 horas ou mais</strong>, principalmente em áreas elevadas e nas pontas das redes de distribuição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até a normalização, a orientação da Águas do Rio é usar a água armazenada em caixas-d’água e cisternas apenas para atividades essenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:14px;font-style:italic;font-weight:400">O Manguinhos On-line segue acompanhando a situação.</p>
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		<item>
		<title>Trabalha Rio oferece vagas de emprego em Manguinhos nesta terça (28)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e renda]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Útilidade pública]]></category>
		<category><![CDATA[emprego em Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[Prefeitura do Rio]]></category>
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		<category><![CDATA[Vagas de emprego]]></category>
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					<description><![CDATA[Ação gratuita acontece das 9h às 14h, na Travessa Kindia, e oferece cadastro para oportunidades de trabalho e encaminhamento para vagas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quem está procurando emprego pode buscar atendimento gratuito nesta terça-feira (28) em Manguinhos. O programa Trabalha Rio, da Prefeitura do Rio, estará no território das 9h às 14h, no Varandão do Chopp, localizado na Travessa Kindia, 58.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a ação, moradores poderão cadastrar o currículo na plataforma Oportunidades Cariocas e receber encaminhamento para vagas oferecidas por empresas parceiras, de acordo com o perfil profissional de cada candidato.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que levar?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para receber atendimento, é necessário apresentar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>documento de identidade;</li>



<li>CPF;</li>



<li>Carteira de Trabalho;</li>



<li>número do PIS;</li>



<li>currículo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quem não puder comparecer presencialmente também pode fazer o cadastro pela plataforma <a href="https://pref.rio/servicos/trabalho" target="_blank" rel="noopener">Oportunidades Cariocas</a>, da Prefeitura do Rio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Serviço</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Trabalha Rio em Manguinhos</strong><br><strong>Data:</strong> terça-feira, 28 de julho<br><strong>Horário:</strong> das 9h às 14h<br><strong>Local:</strong> Varandão do Chopp<br><strong>Endereço:</strong> Travessa Kindia, 58 — Manguinhos<br><strong>Atendimento:</strong> gratuito</p>



<p class="wp-block-paragraph">A passagem por Manguinhos faz parte da programação itinerante do Trabalha Rio entre os dias 27 de julho e 1º de agosto. Além do território, a iniciativa passa por Recreio, Taquara, Inhoaíba e Santa Cruz.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:14px"><strong>Aviso:</strong> As informações sobre esta ação foram divulgadas pela Prefeitura do Rio. O Manguinhos On-line atua apenas na divulgação e não é responsável pela organização, realização ou atendimento no local. Horários, disponibilidade de vagas e demais informações podem sofrer alterações por parte dos responsáveis pela iniciativa.</p>
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		<item>
		<title>PAC Manguinhos recebe seletiva nacional de dança funk nesta sexta-feira (24)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Competição da Disputa Nervosa reúne dançarinos no território e garante ao vencedor uma vaga na final nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>PAC Manguinhos</strong> será palco, nesta sexta-feira (24), de uma das seletivas da <strong>Disputa Nervosa</strong>, competição de dança funk que percorre diferentes cidades em busca de novos talentos. O vencedor da etapa conquistará <strong>uma vaga na final nacional</strong> do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disputa reúne dançarinos de diferentes estilos dentro do universo do funk e tem como proposta valorizar <strong>a cultura das batalhas, da performance e da expressão artística</strong>, oferecendo visibilidade a novos nomes da cena. Além da competição, o evento costuma reunir público, produtores culturais e artistas ligados ao movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A realização de uma etapa em <strong>Manguinhos</strong> reforça o território como espaço de produção cultural e de incentivo às manifestações das favelas. O <strong>funk</strong>, reconhecido como uma das principais expressões culturais urbanas do país, movimenta milhares de jovens e se consolida como ferramenta de <strong>identidade, lazer e oportunidades</strong> para artistas independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os organizadores divulgaram <strong>as regras de participação, horários e demais informações</strong> por meio do <a href="https://www.instagram.com/disputanervosa/" target="_blank" rel="noopener">perfil oficial da <strong>Disputa Nervosa</strong> no Instagram</a>. Interessados em competir ou acompanhar o evento podem conferir os detalhes diretamente na página do projeto.</p>
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		<title>Manguinhos On-line completa um ano e lança novo site com identidade visual renovada</title>
		<link>https://manguinhosonline.com.br/manguinhosonline-com-br-manguinhos-online-completa-1-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[História e memória]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação comunitária]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos On-line]]></category>
		<category><![CDATA[memória de Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[novo site]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornal comunitário criado por moradores celebra a trajetória iniciada em 2024 e amplia a cobertura de notícias, cultura, memória e oportunidades no território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Manguinhos On-line completou, nesta terça-feira (14), um ano desde seu lançamento público. Para marcar a data, o jornal comunitário apresentou uma nova identidade visual e colocou no ar um novo site, criado para reunir notícias, cultura, memória, oportunidades e informações de interesse dos moradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comemoração representa o primeiro ano de atuação pública do projeto, mas a história do coletivo começou antes da primeira publicação nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As conversas iniciais surgiram em junho de 2024, quando moradores e ativistas começaram a discutir a criação de uma nova frente de comunicação para Manguinhos. A iniciativa nasceu da necessidade de construir uma comunicação feita a partir do território, com a linguagem, os olhares e as experiências de quem vive diariamente na comunidade.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Um ano de preparação antes do lançamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de criar uma página e começar imediatamente a publicar, o grupo decidiu dedicar quase um ano à preparação do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre agosto de 2024 e julho de 2025, os integrantes priorizaram a formação interna, a troca de conhecimentos e o fortalecimento dos vínculos com o território. Durante esse período, participaram de eventos, acompanharam debates, conversaram com moradores e buscaram compreender as pautas, as urgências e as potencialidades de Manguinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha foi resumida pelo coletivo em uma frase: <strong>“Primeiro escutar, depois comunicar.”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta era evitar que o Manguinhos On-line se tornasse apenas mais uma página em busca de alcance nas redes sociais. Antes de publicar, o grupo buscou construir uma identidade própria e uma relação de confiança com as pessoas que vivem no território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento público aconteceu em 14 de julho de 2025, data escolhida por coincidir com o Dia da Liberdade de Pensamento. Naquele momento, os princípios discutidos durante o período de preparação começaram a se transformar em reportagens, entrevistas, coberturas e conteúdos de prestação de serviço.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Comunicação feita por quem vive Manguinhos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início, o objetivo não foi apenas apresentar uma imagem “positiva” da favela. A proposta é ampliar o que pode ser considerado notícia e mostrar Manguinhos em toda a sua complexidade, incluindo seus problemas, reivindicações, memórias, iniciativas culturais e formas de organização comunitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Manguinhos deve ser narrado por quem conhece, vive e constrói o território”</strong>, afirma o coletivo em sua apresentação institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante operações policiais, por exemplo, a cobertura busca mostrar os efeitos da violência sobre a rotina dos moradores, como a interrupção das aulas, o fechamento de unidades de saúde e o impacto sobre crianças, trabalhadores e famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, o jornal procura não limitar a comunidade às notícias sobre violência. Festas, projetos culturais, histórias de moradores, iniciativas sociais, oportunidades e conquistas da juventude também fazem parte da cobertura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo, o morador não aparece apenas como personagem de uma notícia. Ele é reconhecido como parte da construção das pautas, das histórias e dos sentidos produzidos pelo projeto.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Decisões construídas coletivamente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Manguinhos On-line também adotou uma forma horizontal de organização. O coletivo não possui editor-chefe nem uma única pessoa responsável por definir os rumos do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pautas, coberturas, formatos e decisões são discutidos em conjunto, com responsabilidades compartilhadas entre os integrantes. Da escolha do tema até a publicação, as diferentes etapas passam pelo debate coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura busca evitar a concentração das decisões e transformar o próprio trabalho de comunicação em um espaço de aprendizado, no qual todos podem propor, ensinar e aprender.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo costuma começar nas conversas, nos acontecimentos, nas demandas e nas potencialidades do território. Depois, o coletivo discute a pauta, o olhar e a abordagem que serão adotados. Em seguida, vêm a apuração, as entrevistas, os registros, a escrita e a edição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a publicação, os comentários, relatos e sugestões dos moradores ajudam a abrir novas conversas e podem gerar outras pautas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“A comunicação não termina na publicação”</strong>, destaca o grupo.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Novo site amplia atuação do projeto</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro aniversário também marca uma nova etapa do Manguinhos On-line. Com a nova identidade visual, o projeto passa a utilizar uma marca em azul e branco, com um traço inspirado nas casas e na paisagem urbana do território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o novo site amplia o espaço disponível para organizar e aprofundar os conteúdos. Além das notícias, a plataforma reúne informações sobre cultura, memória, oportunidades, agenda, entrevistas e outros formatos produzidos pelo coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criação de um espaço próprio também permite preservar as reportagens e construir um acervo sobre o cotidiano de Manguinhos, sem depender exclusivamente da circulação das publicações nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do primeiro ano, o retorno dos moradores tornou-se uma das principais formas de avaliar o trabalho. Para o coletivo, comentários de pessoas que se reconhecem nas histórias publicadas possuem um significado que vai além dos números de curtidas, visualizações ou compartilhamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta para os próximos anos é continuar ampliando a participação da comunidade e fortalecendo uma comunicação comprometida com os direitos, a memória, a cultura e a vida cotidiana do território.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>“Feito com o território, para o território e junto com quem vive nele.”</strong><br></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Vozes de Manguinhos #4 &#8211; Viviane Cruz</title>
		<link>https://manguinhosonline.com.br/vozes-de-manguinhos-4-viviane-cruz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vozes de Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos On-line]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[Território]]></category>
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					<description><![CDATA[Nascida e criada em Manguinhos, Viviane fala sobre pertencimento, resistência, solidariedade e a luta por direitos e oportunidades no território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As histórias de um território também são construídas por quem permanece, observa suas transformações e participa diariamente da vida comunitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta edição do <strong>Vozes de Manguinhos</strong>, ouvimos <strong>Viviane</strong>, de 45 anos, nascida e criada em Manguinhos. Ao longo de sua trajetória, ela acompanhou de perto os desafios enfrentados pelos moradores, mas também a força da coletividade, a solidariedade entre vizinhos e a capacidade da comunidade de resistir e se reinventar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre memórias das brincadeiras nas ruas, das conversas nas portas de casa e da união nos momentos difíceis, Viviane fala sobre pertencimento, direitos básicos, cultura local e a importância de Manguinhos produzir suas próprias narrativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, ela compartilha suas vivências e reflete sobre o território que conhece, defende e deseja ajudar a transformar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.&nbsp;<strong>Conte um pouco de você e da sua história em Manguinhos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Meu nome é Viviane, tenho 45 anos, sou nascida, crescida e criada dentro da comunidade de Manguinhos. E pude acompanhar de perto toda a realidade do nosso território. Aqui, aprendi muito sobre resistência, sobre coletividade e sobrevivência. E a minha história se mistura com muitas outras histórias de outras pessoas e suas vivências diárias. Enfrentamos e superamos desafios, e nesses momentos, consigo observar a união entre os moradores, que só quem vive aqui entende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2.&nbsp;<strong>Que lembranças, cenas ou sentimentos aparecem quando você pensa em Manguinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando penso em manguinhos, eu lembro da força de muitas pessoas, adultos e crianças, que vivem em nossa comunidade, brincando nas ruas, nas conversas nas portas de casa e da solidariedade entre os vizinhos sempre que precisam um do outro. Uma pessoa que eu posso citar como exemplo e admiração é a poetisa Celeste Estrela, que escreve lindos poemas, livros e todo um conteúdo literário rico de sonhos e conhecimentos. Também vejo sentimento de luta, medo em alguns momentos, mas principalmente de pertencimento a uma comunidade que sempre te abraça e não te vira as costas. É um lugar que apesar de tudo é cheio de vida, de vida, de esperança e amor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.&nbsp;<strong>Pela sua vivência, o que em Manguinhos precisa ser mais reconhecido, cuidado ou valorizado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A potência do território precisa ser mais valorizada. Os diversos trabalhadores, os projetos sociais, a cultura local e a inteligência coletiva da comunidade. Também é necessário mais cuidados com os direitos básicos, por exemplo, a saúde, a educação, a segurança, infraestrutura e habitação. Sempre com respeito e dignidade a quem vive aqui, ouvindo o morador e de fato atendendo às suas reais necessidades. Não apenas impondo o que a máquina costuma impor. A máquina pública costuma impor para as comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.&nbsp;<strong>Por que é importante que Manguinhos produza suas próprias narrativas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É muito importante que Manguinho produza suas próprias narrativas, porque por muito tempo, falaram sobre Manguinhos sem conhecer a realidade da nossa comunidade. Falaram de Manguinhos como se Manguinhos fosse única e exclusivamente definido em violência. Produzir as nossas próprias falas é garantir que a verdade venha de quem vive o dia a dia dentro do território. É mostrar que somos muito mais do que violência. Nós somos cultura, nós somos história, somos luta, transformação, resistência e poder. A comunicação comunitária do Manguinhos Online dá voz a quem sempre foi silenciado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5.&nbsp;<strong>Que Manguinhos você gostaria de ver no futuro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu gostaria de ver um manguinho com mais oportunidades. Onde os jovens têm acesso à educação, a cursos, ao desenvolvimento profissional e cultural, e oportunidade de trabalho digno. Um território com paz, com alegria, com incentivo público e com políticas públicas funcionando, e com muito mais reconhecimento da riqueza cultural do ser humano. Um lugar onde viver bem não seja exceção, mas seja a realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6.&nbsp;<strong>Que mensagem você deixaria para as pessoas que vivem e constroem Manguinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu gostaria de dizer para as pessoas que continuem resistindo, continuem ressignificando, continuem se apoiando e acreditando na força da nossa comunidade. Manguinhos é feito por cada pessoa que não desiste, que luta e que constrói diariamente no nosso território. Nossa voz importa e muito, e juntos somos e sempre seremos muito mais fortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fala de Viviane apresenta Manguinhos como um território marcado por desafios, mas também por vínculos, solidariedade e resistência coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao recordar as brincadeiras nas ruas, as conversas entre vizinhos e o apoio presente nos momentos mais difíceis, ela mostra que a vida comunitária é uma das principais forças do território. Sua trajetória se mistura às histórias de outras pessoas que constroem Manguinhos diariamente, mesmo diante da ausência de direitos e oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viviane também reivindica que os moradores sejam ouvidos na formulação das políticas públicas e que a comunidade deixe de ser representada apenas pela violência. Para ela, produzir as próprias narrativas é afirmar que Manguinhos também é cultura, memória, inteligência, transformação e poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua mensagem final reforça que a mudança nasce da participação coletiva. Continuar resistindo, apoiando iniciativas locais e reconhecendo o valor de cada morador são formas de fortalecer o território e construir um Manguinhos onde viver com dignidade seja uma realidade, e não uma exceção.</p>
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		<title>Vozes de Manguinhos #3: Samuel Xavier</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vozes de Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos On-line]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[Território]]></category>
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					<description><![CDATA[Comunicador popular e fundador do Manguinhos On-line, Samuel fala sobre juventude, desigualdade, memória e a luta coletiva por um território mais digno.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Vozes de Manguinhos segue apresentando as histórias dos comunicadores que ajudam a construir o Manguinhos On-line e que encontram na comunicação uma forma de registrar, questionar e transformar o território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta edição, ouvimos Samuel Xavier, de 19 anos, estudante de Jornalismo e um dos membros fundadores do coletivo. Nascido e criado em Manguinhos, Samuel carrega em sua trajetória a memória de uma família que participou da formação do Conjunto Habitacional Nelson Mandela e as marcas de uma juventude atravessada pelas desigualdades, pela violência e pelo desejo de mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre lembranças familiares, experiências vividas durante operações policiais e reflexões sobre cultura, educação, memória e direito à cidade, Samuel apresenta um olhar jovem, crítico e profundamente ligado à vida comunitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, ele conta um pouco de sua história e do Manguinhos que conhece, questiona e deseja ajudar a construir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. <strong>Conte um pouco de você e da sua história em Manguinhos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sou Samuel Xavier, tenho 19 anos. Minha família veio do Espírito Santo para os barracos de palafita do Jacarezinho e foi uma das primeiras moradoras do Conjunto Habitacional Nelson Mandela. Nasci e cresci em Manguinhos, onde morei por cerca de 16 anos. Foi aqui que construí minhas vivências, minhas relações e a forma como enxergo o mundo. Passei poucas e boas por lá, mas foram justamente essas experiências que despertaram em mim um sentimento de revolta diante das desigualdades e me fizeram me organizar enquanto morador, batalhando por um futuro melhor para o território e para quem vive nele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. <strong>Que lembranças, cenas ou sentimentos aparecem quando você pensa em Manguinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cenas muito opostas me fazem lembrar de Manguinhos. Mas, sem dúvidas, a que mais me marcou foi no dia da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A polícia invadiu a comunidade enquanto eu estava com minha tia e meu irmão em um beco. O confronto começou dos dois lados e nós ficamos no meio do tiroteio. Foi quando um casal de mulheres abriu a janela, viu a nossa situação e nos chamou para entrar na casa delas. Tivemos que esperar um bom tempo até conseguir atravessar a troca de tiros. Depois que as balas pararam, entramos e permanecemos lá por longas horas. Enquanto isso, do lado de fora, a cidade comemorava por sediar um dos maiores eventos do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. <strong>Pela sua vivência, o que em Manguinhos precisa ser mais reconhecido, cuidado ou valorizado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os equipamentos culturais, os diversos projetos sociais e as instituições presentes no território precisam ser mais valorizados. Manguinhos tem o quinto pior IDH do estado, e acredito que nossas instituições de ensino deveriam receber mais investimentos. Justamente por serem consideradas instituições-modelo, elas refletem muito do que se pretende oferecer como educação para a população mais pobre. Alguns patrimônios históricos também merecem mais cuidado, como a igreja projetada por Oscar Niemeyer e a primeira estação de trem elevada da América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. <strong>Por que é importante que Manguinhos produza suas próprias narrativas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reforçar sua resistência. A comunidade que se desenvolveu junto com a Fiocruz hoje não desenvolve apenas a instituição, mas também a cidade. As histórias, os dilemas, os sofrimentos e as experiências dos moradores impactam toda a sociedade. Esse impacto precisa ser reconhecido como um problema social, e não apenas como um problema local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. <strong>Que Manguinhos você gostaria de ver no futuro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaria de ver um Manguinhos conhecido pela sua diversidade cultural, com menos trânsito, mais limpo, com menos enchentes, sem incursões policiais truculentas e livre dos estereótipos que ainda marcam o território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. <strong>Que mensagem você deixaria para as pessoas que vivem e constroem Manguinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca percam o senso de comunidade, porque sempre será nós por nós. Todas as mudanças que precisamos construir serão feitas juntos. Nunca podemos desistir de ter, ao menos, um pingo de dignidade. É justamente quando nos conformamos com a precariedade que a desigualdade se fortalece. Precisamos dar um basta nisso e continuar lutando por uma vida mais digna para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória de Samuel revela como as experiências vividas em Manguinhos podem produzir não apenas marcas, mas também consciência, indignação e vontade de transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lembrar a história de sua família, denunciar a naturalização da violência e defender a valorização dos equipamentos culturais, educacionais e históricos do território, Samuel mostra que falar de Manguinhos é também falar sobre as desigualdades que atravessam toda a cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua fala reforça que a comunicação popular nasce justamente desse compromisso: transformar vivências individuais em memória coletiva, denunciar aquilo que não pode ser tratado como normal e disputar o futuro do território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre a revolta diante da precariedade e a esperança construída pela organização comunitária, Samuel deixa uma mensagem direta: nenhuma mudança será feita de forma isolada. Preservar o senso de comunidade, recusar a conformidade e continuar lutando por dignidade também são formas de construir um novo Manguinhos.</p>
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		<title>Vozes de Manguinhos #2: Isabella Marques</title>
		<link>https://manguinhosonline.com.br/vozes-de-manguinhos-2-isabella-marques/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vozes de Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos On-line]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[Território]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudante de Ciências Sociais e cria de Manguinhos, Isabella fala sobre memória, pertencimento, saberes populares e a construção coletiva de um território mais justo e sustentável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Manguinhos não deixa de fazer parte de alguém quando essa pessoa atravessa suas fronteiras. O território permanece nas lembranças, nos vínculos familiares, na maneira de compreender o mundo e nas escolhas construídas ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta edição do Vozes de Manguinhos, ouvimos Isabella Marques, estudante de Licenciatura em Ciências Sociais na UFRJ, nascida e criada em Manguinhos. Embora atualmente não more mais no território, Isabella reconhece a favela como o lugar onde sua identidade começou a ser formada e onde teve seus primeiros contatos com as desigualdades, os afetos e as formas coletivas de viver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre lembranças dos encontros familiares na laje, experiências marcadas pela violência do Estado e reflexões sobre justiça social, solidariedade e pertencimento, Isabella apresenta Manguinhos como um território que produz conhecimentos, consciência política e potência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, ela compartilha suas memórias e reflete sobre o reconhecimento dos saberes dos moradores, a disputa das narrativas sobre a favela e o futuro que deseja para Manguinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. <strong>Conte um pouco de você e da sua história em Manguinhos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Olá, eu me chamo Isabella Marques, é… sou estudante da UFRJ, curso Licenciatura em Ciências Sociais e sou cria de Manguinhos, ex-moradora de Manguinhos, mas sou nascida e criada na favela [de Manguinhos]. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, minha história com Manguinhos se inicia quando eu nasço, né? Na verdade, bem antes, quando os meus antepassados, a minha avó, a minha mãe, os meus avós, enfim, decidiram vir para cá, para o Rio de Janeiro. Meu avô já era carioca. E construíram a casa em que vivi a maior parte da minha vida. Tenho muitas lembranças boas de Manguinhos. Foi o lugar onde eu entendi e aprendi muito, e que formou a minha identidade. É um lugar que marca as minhas memórias, o primeiro contato com o mundo que eu tive. O meu mundo, quando eu era pequena, era Manguinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bom, agora adulta, vejo que tem muitas coisas que fazem parte da pessoa que sou hoje. E que as minhas percepções sociais, como a minha sede por justiça social, toda a raiva que organizei depois politicamente em relação às injustiças sociais, à violência do estado, à violência de gênero&#8230; enfim, tudo isso foram coisas que me atravessaram, sendo moradora de favela, sobretudo de Manguinhos. Então, acho que isso me formou, formou a minha identidade e a potência que sou hoje como sujeito social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. <strong>Que lembranças, cenas ou sentimentos aparecem quando você pensa em Manguinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As minhas lembranças são muito marcadas pelo que a minha família viveu e passou. E bom, as cenas e os sentimentos também são atravessados por isso. Sinto uma saudade de acordar de manhã nos finais de semana e a minha família estar na minha laje fazendo churrasco. Enfim, acordar com aquela agitação boa e bacana de família. Um sentimento de festa, sabe?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E uma liberdade maior de segurança, de andar pelas ruas à noite e saber que vou chegar em casa e que, enfim, posso passar por outros tipos de violência, mas não vou ser assaltada, por exemplo. Essa questão da segurança mudou muito para mim ao longo da vida. Eu lembro dessas coisas que são boas e de coisas ruins também, lógico. Lembro das sensações e dos sentimentos que eu tinha quando havia operação policial e eu não ia para a escola. Tenho uma lembrança horrível da minha família se escondendo na nossa escada, que era o lugar mais afastado da porta e da janela, porque jogaram gás lacrimogêneo na rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem tudo isso. Mas também tenho essas lembranças boas dos verões na laje da minha avó, com piscina, galão de água e tudo mais, eu tentando aprender a soltar pipa. Nunca aprendi, mas enfim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. <strong>Pela sua vivência, o que em Manguinhos precisa ser mais reconhecido, cuidado ou valorizado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acho que o que precisa ser mais reconhecido é uma noção de solidariedade que move os moradores de favela e de Manguinhos. É muito interessante que a gente se junta para resolver problemas que são coletivos, se solidariza com o outro. Isso precisa ser reconhecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, todo saber é válido e as pessoas moradoras de favela têm muito saber. Só que esse saber muitas das vezes é lido como descartável, um saber que não é saber. Mas acho que toda aplicação de política pública na favela, por exemplo, deveria e deve passar pelos saberes das pessoas que moram e vivem naquele território. Então, Manguinhos concentra muitos saberes e isso deve ser reconhecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. <strong>Por que é importante que Manguinhos produza suas próprias narrativas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que Manguinhos produza suas próprias narrativas porque sempre dizem muitas coisas sobre lá, e são sempre coisas muito ruins. Não reconhecem os nossos saberes, não reconhecem as nossas potências, e muitas vezes só nos reduzem à violência e à marginalidade, o que é um grande erro. Na verdade, é um grande erro proposital, um projeto de como querem que a população veja os lugares periféricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manguinhos, na maioria das vezes que aparece no jornal, é só para relatar as nossas dificuldades. E aí parece que a gente é só isso, que ser morador de Manguinhos é só sofrer violência. Lógico que não estou ignorando que a gente sofre violência, mas tem outro aspecto que produz potência. Então, produzir as próprias narrativas disputa como a história do território vai se construindo e como as noções imagéticas sobre os próprios moradores se constituem para fora da favela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. <strong>Que Manguinhos você gostaria de ver no futuro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaria de ver um Manguinhos verde, cheio de árvores e com o rio Faria Timbó despoluído. Gostaria de ver espaços de lazer não abandonados, que fossem preservados. Gostaria de ver muitos empregos em Manguinhos também, que a maioria dos moradores tivesse acesso a coisas dignas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lazer é digno. Ter um espaço verde influencia no ar que a gente respira, e o meio ambiente influencia muito em como nos relacionamos com ele. Então, o Manguinhos do futuro que eu queria ver é um que nutrisse essa cultura ambiental de preservação e que, além disso, fosse referência para muitas coisas. Como já somos, mas precisamos avançar em vários aspectos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. <strong>Que mensagem você deixaria para as pessoas que vivem e constroem Manguinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem que eu deixaria é que o que fazemos dentro da nossa casa influencia na maneira como nos relacionamos com o território como um todo. Acho que isso é uma provocação e um recado também: a maneira como cuidamos da nossa casa, como entendemos que ela nos pertence, essa noção de pertencimento tem que ir além da sua porta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Preservar todo o ambiente em que você vive é muito importante, para além da sua própria casa. Ter esse senso de comunidade, a reivindicação de uma coleta de lixo que abarque as necessidades dos moradores, uma noção de não desperdiçar as coisas, que isso prevaleça, sobretudo. Acho que é isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lembranças de Isabella revelam um Manguinhos construído por contrastes: entre os churrascos familiares na laje e os momentos de medo durante operações policiais; entre a sensação de liberdade proporcionada pela vida comunitária e as violências que atravessam a experiência de quem cresce em uma favela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao olhar para essas vivências, Isabella mostra que o território não apenas guarda suas memórias, mas também ajudou a formar sua identidade, sua consciência política e sua busca por justiça social. Mesmo não sendo mais moradora, ela continua reconhecendo Manguinhos como parte fundamental da pessoa que se tornou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua fala também reivindica o reconhecimento dos conhecimentos produzidos dentro da favela. Para Isabella, ouvir os moradores não deve ser apenas uma etapa complementar das políticas públicas, mas o ponto de partida para qualquer ação que pretenda transformar o território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre a valorização da solidariedade comunitária, a defesa de um Manguinhos mais verde e o chamado para que o cuidado ultrapasse as portas de cada casa, Isabella reforça que pertencimento também significa responsabilidade coletiva. Cuidar do lugar onde se vive, preservar sua memória e disputar as narrativas construídas sobre ele são formas de afirmar que Manguinhos é muito maior do que as violências pelas quais costuma ser representado.</p>
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		<title>Vozes de Manguinhos #1: Adriano Rodrigues</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vozes de Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos On-line]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[Território]]></category>
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					<description><![CDATA[Comunicador do Manguinhos On-line, Adriano fala sobre memória, território e a importância de Manguinhos contar suas próprias histórias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Manguinhos é formado por muitas histórias, memórias e maneiras de compreender o território. Durante décadas, porém, grande parte dessas experiências foi contada a partir do olhar de quem observa a comunidade de fora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Vozes de Manguinhos nasce para ajudar a transformar essa realidade. O novo quadro do Manguinhos On-line abre espaço para que moradores, trabalhadores, artistas, lideranças, comunicadores e outras pessoas que constroem o território possam registrar suas vivências e contar Manguinhos a partir de seus próprios olhares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para abrir a série, os primeiros relatos vêm de quem também participa da construção dessa escuta: os integrantes do Manguinhos On-line. Nesta edição, conversamos com Adriano Rodrigues, cria de Manguinhos, doutorando em Comunicação pela UERJ, pesquisador de comunicação comunitária e membro fundador do coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre lembranças da infância, experiências marcadas pela violência, reflexões sobre o papel da mídia e esperanças para o futuro, Adriano fala sobre o território que formou sua identidade e despertou seu interesse pela comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, ele compartilha sua história e explica por que acredita que Manguinhos precisa contar, preservar e disputar as próprias narrativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. <strong>Conte um pouco de você e da sua história em Manguinhos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sou Adriano Rodrigues, doutorando em Comunicação pela UERJ, e pesquiso comunicação comunitária. Mas, antes de tudo isso, eu sou um cria de Manguinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nasci e cresci aqui. Minha mãe também nasceu e cresceu em Manguinhos. Meu pai veio do Nordeste ainda jovem, como tantos outros nordestinos, buscando uma vida melhor no Rio de Janeiro. Foi aqui que eles se conheceram, construíram a família e foi aqui que eu cresci. Então, quando eu falo de Manguinhos, eu não estou falando de um lugar onde morei. Eu estou falando do lugar que me formou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda a minha vida aconteceu aqui. Foi aqui que fiz amizades que levo até hoje, que aprendi a enxergar o mundo, que comecei a entender as desigualdades, mas também a força que existe dentro de uma comunidade. Acho que, de certa forma, escolher estudar comunicação não foi por acaso. Crescer em Manguinhos me fez perceber muito cedo que existia uma diferença enorme entre o território que eu conhecia e aquele que aparecia na televisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto eu via solidariedade, cultura, vizinhos que se conheciam pelo nome e uma comunidade extremamente viva, quase sempre a mídia mostrava só a violência. Isso sempre me incomodou muito. E foi justamente dessa inquietação que nasceu o meu interesse pela comunicação comunitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Anos depois, em 2024, essa vontade ganhou uma forma mais concreta com o Manguinhos On-line. A ideia nunca foi criar apenas um portal de notícias, mas construir um espaço onde a própria comunidade pudesse contar sua história, registrar sua memória e mostrar que Manguinhos é muito maior do que os estereótipos que foram criados sobre ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. <strong>Que lembranças, cenas ou sentimentos aparecem quando você pensa em Manguinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É engraçado porque, quando penso em Manguinhos, vêm sentimentos completamente diferentes ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira lembrança é da infância. Daquela liberdade que hoje parece até estranha. A gente passava horas brincando na rua, jogando bola, andando de bicicleta, inventando brincadeiras, indo na casa dos amigos. Minha maior preocupação era ir para a escola, fazer o dever de casa e esperar dar a hora de brincar de novo. Era uma infância muito simples, mas muito feliz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, conforme fui crescendo, outras lembranças começaram a ocupar esse espaço. A violência passou a fazer parte da rotina de uma forma que nunca deveria acontecer com ninguém. Os dias de operação eram dias de medo. Já fiquei preso em comércio, em escola, esperando os tiros pararem para conseguir voltar para casa. Isso acaba deixando marcas que nem sempre são visíveis, mas que ficam com a gente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E acho que existe uma coisa muito cruel nisso tudo, porque a gente acaba naturalizando situações que jamais deveriam ser normais. Crescer sabendo diferenciar o som dos tiros, mudar o caminho por causa de operação ou cancelar compromissos porque &#8220;o clima não está bom&#8221; não deveria fazer parte da vida de ninguém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, apesar disso tudo, quando penso em Manguinhos hoje, também sinto esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos eu tenho visto nascer muita coisa bonita. Coletivos culturais, projetos sociais, iniciativas de comunicação, pessoas produzindo conteúdo, empreendendo, ocupando espaços que antes pareciam impossíveis. Acho que a internet e as redes sociais deram voz para muita gente que nunca teve oportunidade de mostrar seu trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então Manguinhos, para mim, é isso, um território cheio de cicatrizes, mas que nunca deixou de produzir vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. <strong>Pela sua vivência, o que em Manguinhos precisa ser mais reconhecido, cuidado ou valorizado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se eu tivesse que escolher uma coisa, diria que são as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma tendência muito grande de olhar para Manguinhos apenas pelos problemas. Só que quem vive aqui sabe que o território funciona porque existem centenas de pessoas que dedicam suas vidas a cuidar dele. Tem professores, agentes de saúde, lideranças comunitárias, artistas, comunicadores, pesquisadores, coletivos, projetos sociais&#8230; gente que trabalha todos os dias para tornar Manguinhos um lugar melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas pessoas quase nunca aparecem. E, quando aparecem, normalmente é porque ganharam algum prêmio ou fizeram algo extraordinário. Mas, para mim, o extraordinário é justamente o trabalho cotidiano que elas realizam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também acho que a gente precisa valorizar mais esse senso de comunidade que ainda existe aqui. Em muitos lugares da cidade você nem conhece quem mora no apartamento ao lado. Em Manguinhos ainda existe uma relação diferente. As pessoas se conhecem, sabem o nome umas das outras, perguntam como a família está, ajudam quando alguém precisa. Claro que isso não acontece em todos os lugares e nem com todas as pessoas, mas ainda é uma característica muito forte do território.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes eu gosto de pensar que Manguinhos guarda um pouco dessa lógica das comunidades tradicionais, onde a vida não é construída só individualmente, mas também coletivamente. Acho que isso precisa ser preservado, porque é uma das maiores riquezas que a gente tem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, claro, também espero que iniciativas como o Manguinhos On-line possam contribuir para esse reconhecimento. Quanto mais a gente registra e divulga o que existe de bom aqui, mais difícil fica reduzir Manguinhos a uma única narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. <strong>Por que é importante que Manguinhos produza suas próprias narrativas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque durante muito tempo outras pessoas falaram por nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando alguém de fora conta a história de Manguinhos, normalmente ela chega aqui em um momento específico, vê um recorte da realidade e vai embora. Quem vive aqui sabe que a vida no território é muito mais complexa do que isso. Existem problemas, claro, e eles precisam ser mostrados. Mas também existem histórias de superação, de afeto, de cultura, de ciência, de educação, de gente que transforma a vida de outras pessoas todos os dias. E essas histórias quase nunca ganham espaço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunicação comunitária é importante justamente porque ela muda esse lugar de fala. Não é mais alguém interpretando quem nós somos. Somos nós contando a nossa própria história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi muito dessa inquietação que nasceu o Manguinhos On-line. A ideia nunca foi esconder os problemas do território ou pintar uma realidade perfeita. Pelo contrário. É mostrar Manguinhos por inteiro. Mostrar as dificuldades, mas também mostrar tudo aquilo que faz a gente sentir orgulho de morar aqui. Porque uma comunidade só consegue preservar sua memória quando ela mesma registra sua história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. <strong>Que Manguinhos você gostaria de ver no futuro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sonho com um Manguinhos onde as crianças possam viver a infância que eu vivi, mas sem o medo que também fez parte dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queria que elas pudessem brincar na rua, voltar da escola tranquilas, ocupar os espaços públicos, frequentar projetos culturais e esportivos sem que uma operação policial interrompesse a rotina. Parece algo simples, mas infelizmente ainda não é a realidade de muita gente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também gostaria de ver Manguinhos sendo reconhecido pelas coisas boas que produz. A Fiocruz está aqui, existem coletivos incríveis, artistas, pesquisadores, comunicadores, empreendedores&#8230; existe muito conhecimento sendo produzido dentro do território. Acho que a gente precisa fazer com que isso apareça mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E espero que, daqui a alguns anos, quando alguém ouvir o nome Manguinhos, a primeira imagem que venha à cabeça não seja a violência. Que pense também em ciência, cultura, comunicação, educação, potência e transformação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, eu queria um Manguinhos que continuasse preservando esse senso de comunidade que sempre existiu, mas com muito mais oportunidades para quem nasce e cresce aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. <strong>Que mensagem você deixaria para as pessoas que vivem e constroem Manguinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu acho que a primeira coisa é agradecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agradecer a todas as pessoas que, mesmo enfrentando tantas dificuldades, continuam acreditando no território e trabalhando para que ele seja um lugar melhor. Às vezes a gente olha para um projeto social, um coletivo cultural ou uma iniciativa comunitária e esquece que, por trás daquilo, existem pessoas dedicando tempo, energia e, muitas vezes, recursos próprios para fazer acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também queria dizer para que a gente não deixe de contar as nossas histórias. Parece uma coisa simples, mas não é. Quando a gente registra uma memória, uma fotografia, um vídeo, uma reportagem ou um relato de vida, a gente está construindo a história de Manguinhos a partir do olhar de quem realmente vive aqui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, por fim, queria deixar um convite&#8230; ocupem os espaços. Participem dos coletivos, valorizem os pequenos negócios, fortaleçam quem produz cultura, comunicação e conhecimento dentro do território. Nenhum projeto transforma uma comunidade sozinho. Mas, quando várias pessoas acreditam na mesma ideia e caminham juntas, a transformação deixa de ser um sonho e começa a acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nisso que eu acredito. E é por isso que continuo acreditando em Manguinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história de Adriano marca a abertura do Vozes de Manguinhos e apresenta o sentido que orienta o quadro: registrar o território a partir das pessoas que vivem, constroem e comunicam Manguinhos por dentro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suas lembranças revelam uma comunidade atravessada por contrastes. De um lado, a liberdade das brincadeiras na rua, as amizades, a solidariedade entre vizinhos e a força da vida coletiva. Do outro, o medo provocado pelas operações policiais e a naturalização de situações que jamais deveriam fazer parte da infância ou da rotina de qualquer pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi também a partir desse contraste que Adriano passou a questionar a distância entre o Manguinhos vivido por seus moradores e aquele frequentemente apresentado pela mídia. Sua trajetória mostra como essa inquietação encontrou na comunicação comunitária uma possibilidade de ação, memória e transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao defender que a comunidade conte suas próprias histórias, Adriano não propõe esconder os problemas do território, mas ampliar o modo como ele é visto. Registrar Manguinhos por inteiro significa denunciar suas desigualdades, reconhecer quem trabalha diariamente por sua transformação e valorizar tudo aquilo que também produz orgulho, conhecimento e pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre cicatrizes, memórias e esperanças, sua fala deixa um convite: ocupar os espaços, fortalecer as iniciativas locais e continuar acreditando que, quando uma comunidade registra a própria história e caminha coletivamente, a transformação começa a deixar de ser apenas um sonho.</p>
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		<title>O que é racismo ambiental? Entenda o conceito e os impactos em Manguinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Manguinhos On-line explica]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Saneamento básico]]></category>
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					<description><![CDATA[Entenda o que é racismo ambiental, como ele aparece nas cidades e por que o conceito ajuda a explicar problemas como enchentes, saneamento, lixo e poluição em Manguinhos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Afinal, o que é racismo ambiental?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Racismo ambiental é um conceito usado para explicar como os problemas ambientais não afetam todas as pessoas da mesma forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na teoria, uma enchente, uma onda de calor ou a poluição de um rio poderiam atingir qualquer pessoa. Mas, na prática, os impactos costumam ser mais graves em territórios que têm menos infraestrutura, menos saneamento, menos áreas verdes e menor presença do poder público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que algumas populações ficam mais expostas a riscos que poderiam ser evitados ou reduzidos com políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso de comunidades que convivem com esgoto a céu aberto, canais poluídos, falta de drenagem, coleta de lixo irregular, moradias próximas a áreas de risco e ausência de investimentos urbanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O racismo ambiental mostra que meio ambiente também é uma questão de desigualdade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o termo fala em “racismo”?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O termo usa a palavra “racismo” porque, historicamente, populações negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e periféricas foram empurradas para áreas com menos proteção, menos infraestrutura e mais riscos ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que todo caso de racismo ambiental seja causado por uma pessoa dizendo ou fazendo algo racista de forma direta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, o problema aparece nas escolhas do Estado, no planejamento das cidades e na forma desigual como os investimentos públicos são distribuídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando alguns bairros recebem drenagem, saneamento, arborização, obras de contenção e manutenção constante, enquanto outros passam décadas convivendo com abandono, a desigualdade ambiental se torna parte da vida cotidiana.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o racismo ambiental aparece nas cidades?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nas grandes cidades, o racismo ambiental pode aparecer de várias formas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele está na falta de saneamento básico. Está nas enchentes que se repetem todos os anos. Está nos rios e canais transformados em valões. Está no lixo acumulado perto das casas. Está na ausência de áreas verdes e de sombra. Está no calor extremo sentido com mais força em locais com muito concreto e pouca arborização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também aparece quando obras importantes demoram anos para sair do papel ou quando políticas públicas chegam de forma incompleta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, racismo ambiental não é apenas uma discussão sobre natureza. É também sobre moradia, saúde, transporte, infraestrutura, urbanização e direito à cidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Racismo ambiental é só sobre enchente?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As enchentes são um exemplo muito visível, porque causam perdas materiais, interrompem a circulação, aumentam o risco de doenças e afetam diretamente a rotina das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o racismo ambiental vai além disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também envolve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>falta de água tratada;</li>



<li>esgoto sem tratamento adequado;</li>



<li>exposição à poluição;</li>



<li>descarte irregular de lixo;</li>



<li>ausência de coleta eficiente;</li>



<li>moradia em áreas vulneráveis;</li>



<li>falta de áreas verdes;</li>



<li>calor extremo;</li>



<li>dificuldade de acesso a serviços públicos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quando esses problemas se acumulam no mesmo território, eles afetam a saúde, a segurança, a renda e a qualidade de vida da população.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que isso tem a ver com saúde?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tem tudo a ver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambientes sem saneamento adequado, com acúmulo de lixo, água parada ou poluição aumentam o risco de doenças e agravam problemas já existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas costumam ser mais vulneráveis. Em muitos casos, a população acaba adoecendo por causa de problemas que poderiam ser prevenidos com infraestrutura, limpeza urbana, drenagem, saneamento e acompanhamento adequado do poder público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, falar de racismo ambiental também é falar de SUS, prevenção e saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não adianta tratar apenas a doença se o território continua produzindo risco todos os dias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que isso tem a ver com Manguinhos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Manguinhos é um território onde o debate sobre racismo ambiental faz muito sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando moradores convivem com problemas relacionados a saneamento, alagamentos, canais poluídos, descarte irregular de resíduos, calor intenso e falta de infraestrutura adequada, a questão ambiental deixa de ser algo distante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela aparece na porta de casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparece no caminho para a escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparece no deslocamento para o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparece na saúde das crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparece quando a chuva forte muda a rotina de uma família inteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender o racismo ambiental ajuda a mostrar que esses problemas não são naturais, nem culpa dos moradores. Eles são resultado de escolhas políticas, ausência de investimento e desigualdades históricas na forma como a cidade foi construída.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Racismo ambiental tem solução?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tem, mas exige política pública séria e participação popular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Combater o racismo ambiental passa por investir em saneamento, drenagem, urbanização, habitação, limpeza urbana, áreas verdes, prevenção de desastres e saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também passa por ouvir os moradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem vive no território sabe onde alaga, onde falta coleta, onde o esgoto retorna, onde a iluminação é ruim e onde uma obra prometida nunca foi concluída.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem participação da população, muitas soluções chegam de cima para baixo e não respondem ao problema real.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes</h2>



<h3 class="wp-block-heading">O que significa racismo ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Racismo ambiental é a forma como problemas ambientais e urbanos atingem de maneira mais intensa populações negras, periféricas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e outros grupos historicamente vulnerabilizados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Racismo ambiental é só nas favelas?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Ele também aparece em territórios indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas, áreas rurais e regiões afetadas por mineração, poluição ou falta de infraestrutura. Mas favelas e periferias urbanas estão entre os territórios mais impactados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Enchente pode ser racismo ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pode, quando os impactos da enchente são agravados por falta de drenagem, ausência de saneamento, moradia precária, abandono do poder público e desigualdade na distribuição de infraestrutura.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como combater o racismo ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com investimento público, saneamento básico, urbanização, drenagem, coleta de lixo, áreas verdes, políticas de prevenção e participação dos moradores nas decisões sobre o território.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Meio ambiente também é direito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falar de racismo ambiental é entender que meio ambiente não é apenas floresta, rio distante ou animal em extinção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meio ambiente também é o lugar onde a gente mora, circula, trabalha, estuda e cria os filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um território não tem saneamento, drenagem, limpeza urbana e infraestrutura adequada, a população não está apenas enfrentando um problema ambiental. Está tendo direitos negados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, entender o que é racismo ambiental ajuda a transformar problemas antigos em pautas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Manguinhos, essa discussão é essencial para cobrar uma cidade mais justa, onde a qualidade de vida não dependa do CEP, da cor da pele ou da renda de quem mora em determinado lugar.</p>
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		<title>O que é o SUS? E por que ele faz parte da vida de todos os brasileiros?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos On-line explica]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Único de Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[Muita gente associa o Sistema Único de Saúde apenas aos hospitais públicos. Mas o SUS está presente em muito mais momentos da nossa vida do que parece.]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">Afinal, o que é o SUS?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Criado pela Constituição Federal de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é a rede pública de saúde do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua principal missão é garantir que toda pessoa tenha acesso à saúde, independentemente da renda, da profissão ou de possuir um plano de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que qualquer pessoa pode ser atendida gratuitamente em unidades públicas de saúde espalhadas pelo país.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O SUS é só hospital?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora muita gente lembre do SUS apenas quando precisa de um hospital, ele está presente em diversas situações do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os serviços oferecidos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>consultas médicas;</li>



<li>vacinação;</li>



<li>atendimento de urgência pelo SAMU;</li>



<li>exames laboratoriais;</li>



<li>pré-natal;</li>



<li>acompanhamento de crianças;</li>



<li>tratamento de doenças crônicas;</li>



<li>distribuição de medicamentos em diversos programas;</li>



<li>transplantes de órgãos;</li>



<li>campanhas de prevenção.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Também fazem parte do SUS ações que muitas vezes passam despercebidas, como fiscalização da qualidade da água, vigilância epidemiológica e controle de surtos de doenças.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem pode usar o SUS?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Todo mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não importa se a pessoa tem emprego, está desempregada ou possui plano de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SUS é universal. Isso significa que qualquer pessoa que esteja no Brasil pode utilizar seus serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, muitas pessoas que têm plano de saúde recorrem ao SUS em situações como vacinação, transplantes, atendimento de emergência ou campanhas nacionais de saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O SUS funciona apenas quando alguém fica doente?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Também não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte do trabalho do SUS acontece antes mesmo de uma pessoa adoecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vacinas, campanhas educativas, acompanhamento de gestantes, visitas domiciliares, prevenção de doenças e ações de vigilância são exemplos de atividades que ajudam a evitar problemas de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, especialistas costumam dizer que o SUS atua tanto na prevenção quanto no tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser considerado um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, o SUS enfrenta dificuldades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre elas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>filas para alguns atendimentos;</li>



<li>falta de profissionais em determinadas regiões;</li>



<li>demora para exames especializados;</li>



<li>necessidade de mais investimentos;</li>



<li>diferenças na qualidade do atendimento entre municípios.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esses desafios fazem parte do debate sobre como fortalecer o sistema sem abrir mão do acesso universal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que isso tem a ver com Manguinhos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para milhares de moradores de Manguinhos, o SUS representa a principal porta de entrada para consultas, vacinação, acompanhamento de gestantes, atendimento infantil e tratamento de diversas doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É também por meio do SUS que muitas famílias recebem orientações de prevenção, medicamentos e acompanhamento contínuo para problemas como hipertensão e diabetes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se discute investimento em saúde pública, contratação de profissionais ou ampliação de serviços, essas decisões chegam diretamente ao território e impactam a vida da comunidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes</h2>



<h3 class="wp-block-heading">O SUS é gratuito?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Os serviços oferecidos pelo SUS são financiados com recursos públicos e não exigem pagamento direto do paciente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quem tem plano de saúde pode usar o SUS?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pode. O SUS atende toda a população, inclusive quem possui atendimento privado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O SUS faz transplantes?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. O Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplantes do mundo, realizado por meio do SUS.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Vacinas fazem parte do SUS?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. As campanhas nacionais de vacinação e grande parte das vacinas aplicadas no país são oferecidas gratuitamente pelo SUS.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mais do que hospitais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O SUS está presente em momentos que vão muito além de uma consulta médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele participa da vacinação das crianças, do atendimento de urgência, da prevenção de doenças, da fiscalização sanitária e de diversas políticas que ajudam a proteger a saúde da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender como o SUS funciona é também entender um dos principais serviços públicos do país, e por que as decisões sobre saúde afetam diretamente a vida de quem mora em Manguinhos.</p>
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