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	<title>Meio ambiente &#8211; Manguinhos On-line</title>
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	<description>Jornalismo comunitário feito em Manguinhos</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Aug 2026 01:25:41 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Estrada de Manguinhos recebe novo asfaltamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Isabella Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alagamentos]]></category>
		<category><![CDATA[asfaltamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Estrada de Manguinhos]]></category>
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		<category><![CDATA[Prefeitura do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Obra começou nesta semana, mas moradores questionam a falta de informações sobre drenagem e planejamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma obra de asfaltamento começou nesta semana em um trecho da Estrada de Manguinhos. Máquinas e trabalhadores foram vistos aplicando uma nova camada de asfalto na via.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção, no entanto, levantou dúvidas entre moradores sobre o planejamento da obra. Uma das principais preocupações é se o material e o sistema de drenagem serão suficientes para evitar o acúmulo de água durante as chuvas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manguinhos possui histórico de alagamentos e poucas áreas arborizadas. Por isso, moradores defendem que obras no território considerem também questões como drenagem, calor e segurança para quem circula pela região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o prazo, o custo ou a extensão da obra.</p>
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		<title>Vendaval deixa localidades de Manguinhos horas sem luz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriano Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 11:46:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[apagão]]></category>
		<category><![CDATA[energia elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[falta de luz]]></category>
		<category><![CDATA[Light]]></category>
		<category><![CDATA[vendaval]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[Energia foi restabelecida durante a madrugada após apagão que atingiu diferentes pontos do Rio de Janeiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Localidades de Manguinhos ficaram horas sem energia elétrica após o forte vendaval que atingiu o Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (29). O fornecimento foi restabelecido durante a madrugada desta quinta-feira (30).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo apuração do Manguinhos On-line, em pontos do território a energia voltou entre meia-noite e 1h da manhã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de luz ocorreu em meio a um apagão que atingiu diferentes regiões do Rio. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os fortes ventos provocaram ocorrências nas redes de transmissão e distribuição de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às 16h38, houve o desligamento da Subestação Grajaú, que atende o Centro, a Zona Sul e parte da Zona Norte. A Axia Energia informou que um curto-circuito provocado pela ventania afetou sistemas de proteção de duas linhas da instalação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Light informou que a ocorrência de grande porte teve origem fora do sistema da distribuidora. Os fortes ventos também provocaram danos na rede elétrica, com quedas de árvores e objetos sobre a fiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a tarde, rajadas de vento ultrapassaram os 100 km/h em pontos da cidade. A ventania também derrubou árvores e provocou transtornos nos transportes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na manhã desta quinta-feira, o fornecimento de energia já estava restabelecido nos pontos de Manguinhos acompanhados pelo Manguinhos On-line.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O que é racismo ambiental? Entenda o conceito e os impactos em Manguinhos</title>
		<link>https://manguinhosonline.com.br/o-que-e-racismo-ambiental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Manguinhos On-line explica]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Saneamento básico]]></category>
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					<description><![CDATA[Entenda o que é racismo ambiental, como ele aparece nas cidades e por que o conceito ajuda a explicar problemas como enchentes, saneamento, lixo e poluição em Manguinhos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Afinal, o que é racismo ambiental?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Racismo ambiental é um conceito usado para explicar como os problemas ambientais não afetam todas as pessoas da mesma forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na teoria, uma enchente, uma onda de calor ou a poluição de um rio poderiam atingir qualquer pessoa. Mas, na prática, os impactos costumam ser mais graves em territórios que têm menos infraestrutura, menos saneamento, menos áreas verdes e menor presença do poder público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que algumas populações ficam mais expostas a riscos que poderiam ser evitados ou reduzidos com políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso de comunidades que convivem com esgoto a céu aberto, canais poluídos, falta de drenagem, coleta de lixo irregular, moradias próximas a áreas de risco e ausência de investimentos urbanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O racismo ambiental mostra que meio ambiente também é uma questão de desigualdade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o termo fala em “racismo”?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O termo usa a palavra “racismo” porque, historicamente, populações negras, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e periféricas foram empurradas para áreas com menos proteção, menos infraestrutura e mais riscos ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que todo caso de racismo ambiental seja causado por uma pessoa dizendo ou fazendo algo racista de forma direta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes, o problema aparece nas escolhas do Estado, no planejamento das cidades e na forma desigual como os investimentos públicos são distribuídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando alguns bairros recebem drenagem, saneamento, arborização, obras de contenção e manutenção constante, enquanto outros passam décadas convivendo com abandono, a desigualdade ambiental se torna parte da vida cotidiana.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o racismo ambiental aparece nas cidades?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nas grandes cidades, o racismo ambiental pode aparecer de várias formas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele está na falta de saneamento básico. Está nas enchentes que se repetem todos os anos. Está nos rios e canais transformados em valões. Está no lixo acumulado perto das casas. Está na ausência de áreas verdes e de sombra. Está no calor extremo sentido com mais força em locais com muito concreto e pouca arborização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também aparece quando obras importantes demoram anos para sair do papel ou quando políticas públicas chegam de forma incompleta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, racismo ambiental não é apenas uma discussão sobre natureza. É também sobre moradia, saúde, transporte, infraestrutura, urbanização e direito à cidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Racismo ambiental é só sobre enchente?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As enchentes são um exemplo muito visível, porque causam perdas materiais, interrompem a circulação, aumentam o risco de doenças e afetam diretamente a rotina das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o racismo ambiental vai além disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também envolve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>falta de água tratada;</li>



<li>esgoto sem tratamento adequado;</li>



<li>exposição à poluição;</li>



<li>descarte irregular de lixo;</li>



<li>ausência de coleta eficiente;</li>



<li>moradia em áreas vulneráveis;</li>



<li>falta de áreas verdes;</li>



<li>calor extremo;</li>



<li>dificuldade de acesso a serviços públicos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quando esses problemas se acumulam no mesmo território, eles afetam a saúde, a segurança, a renda e a qualidade de vida da população.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que isso tem a ver com saúde?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tem tudo a ver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambientes sem saneamento adequado, com acúmulo de lixo, água parada ou poluição aumentam o risco de doenças e agravam problemas já existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas costumam ser mais vulneráveis. Em muitos casos, a população acaba adoecendo por causa de problemas que poderiam ser prevenidos com infraestrutura, limpeza urbana, drenagem, saneamento e acompanhamento adequado do poder público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, falar de racismo ambiental também é falar de SUS, prevenção e saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não adianta tratar apenas a doença se o território continua produzindo risco todos os dias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que isso tem a ver com Manguinhos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Manguinhos é um território onde o debate sobre racismo ambiental faz muito sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando moradores convivem com problemas relacionados a saneamento, alagamentos, canais poluídos, descarte irregular de resíduos, calor intenso e falta de infraestrutura adequada, a questão ambiental deixa de ser algo distante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela aparece na porta de casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparece no caminho para a escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparece no deslocamento para o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparece na saúde das crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aparece quando a chuva forte muda a rotina de uma família inteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender o racismo ambiental ajuda a mostrar que esses problemas não são naturais, nem culpa dos moradores. Eles são resultado de escolhas políticas, ausência de investimento e desigualdades históricas na forma como a cidade foi construída.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Racismo ambiental tem solução?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tem, mas exige política pública séria e participação popular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Combater o racismo ambiental passa por investir em saneamento, drenagem, urbanização, habitação, limpeza urbana, áreas verdes, prevenção de desastres e saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também passa por ouvir os moradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem vive no território sabe onde alaga, onde falta coleta, onde o esgoto retorna, onde a iluminação é ruim e onde uma obra prometida nunca foi concluída.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem participação da população, muitas soluções chegam de cima para baixo e não respondem ao problema real.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes</h2>



<h3 class="wp-block-heading">O que significa racismo ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Racismo ambiental é a forma como problemas ambientais e urbanos atingem de maneira mais intensa populações negras, periféricas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas e outros grupos historicamente vulnerabilizados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Racismo ambiental é só nas favelas?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não. Ele também aparece em territórios indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas, áreas rurais e regiões afetadas por mineração, poluição ou falta de infraestrutura. Mas favelas e periferias urbanas estão entre os territórios mais impactados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Enchente pode ser racismo ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pode, quando os impactos da enchente são agravados por falta de drenagem, ausência de saneamento, moradia precária, abandono do poder público e desigualdade na distribuição de infraestrutura.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como combater o racismo ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com investimento público, saneamento básico, urbanização, drenagem, coleta de lixo, áreas verdes, políticas de prevenção e participação dos moradores nas decisões sobre o território.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Meio ambiente também é direito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falar de racismo ambiental é entender que meio ambiente não é apenas floresta, rio distante ou animal em extinção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meio ambiente também é o lugar onde a gente mora, circula, trabalha, estuda e cria os filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um território não tem saneamento, drenagem, limpeza urbana e infraestrutura adequada, a população não está apenas enfrentando um problema ambiental. Está tendo direitos negados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, entender o que é racismo ambiental ajuda a transformar problemas antigos em pautas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Manguinhos, essa discussão é essencial para cobrar uma cidade mais justa, onde a qualidade de vida não dependa do CEP, da cor da pele ou da renda de quem mora em determinado lugar.</p>
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		<title>El Niño pode provocar mais calor e chuva forte no Rio; veja os impactos para Manguinhos</title>
		<link>https://manguinhosonline.com.br/el-nino-pode-intensificar-calor-e-chuva-forte-nos-proximos-meses-entenda-o-que-isso-tem-a-ver-com-manguinhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriano Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 18:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Chuvas fortes]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Ondas de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Fenômeno climático já está presente no Oceano Pacífico e deve persistir até o verão de 2026/2027, segundo o Inmet. Para moradores de áreas urbanas vulneráveis, atenção deve ser redobrada em dias de calor extremo, abafamento e temporais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O El Niño voltou a chamar a atenção de centros de monitoramento climático e pode influenciar o clima no Brasil nos próximos meses. O fenômeno acontece quando parte das águas do Oceano Pacífico Equatorial fica mais quente do que o normal, provocando mudanças nos ventos e alterando o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as condições do El Niño já estão presentes e a tendência é que o fenômeno persista até o final do verão austral de 2026/2027. A previsão também indica possibilidade de fortalecimento ao longo dos próximos meses, com chance de atingir intensidade forte durante a primavera.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de o assunto parecer distante da realidade local, os efeitos do El Niño podem ser sentidos no dia a dia de bairros e favelas como Manguinhos. Em áreas marcadas por pouca arborização, moradias muito próximas, ruas com baixa ventilação, problemas de drenagem e histórico de alagamentos, episódios de calor intenso e chuva forte costumam ter impactos maiores sobre a população.</p>
<h2>O que é o El Niño?</h2>
<p class="isSelectedEnd">O El Niño é um fenômeno natural do clima, associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento interfere na circulação dos ventos e pode alterar a distribuição das chuvas em várias partes do planeta.</p>
<p class="isSelectedEnd">No Brasil, os efeitos variam conforme a região. De forma geral, o fenômeno costuma estar associado ao aumento da temperatura em boa parte do país e a mudanças no regime de chuvas. Em algumas áreas, pode haver seca; em outras, aumento de precipitações intensas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, quando se fala em El Niño, não significa que todos os lugares terão o mesmo tipo de impacto. O fenômeno não age sozinho: seus efeitos dependem também da estação do ano, da temperatura do Atlântico, da atuação de frentes frias e das condições locais de cada cidade.</p>
<h2>Existe mesmo um “Super El Niño”?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A expressão “Super El Niño” costuma ser usada quando há expectativa de um evento muito forte, com aquecimento elevado das águas do Pacífico. No entanto, o termo é mais comum na divulgação pública e na imprensa do que nas classificações técnicas oficiais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que os órgãos de monitoramento apontam, neste momento, é a presença do El Niño e a possibilidade de intensificação. O Inmet informou que o fenômeno deve ganhar força nos próximos meses e pode alcançar intensidade forte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso significa que o cenário exige atenção, mas não pânico. A informação correta ajuda moradores, escolas, unidades de saúde, trabalhadores de rua e lideranças comunitárias a se prepararem melhor para períodos de calor intenso, chuva forte e possíveis transtornos.</p>
<h2>Como isso pode afetar Manguinhos?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Em Manguinhos, os impactos mais sentidos podem aparecer na forma de calor intenso, sensação de abafamento, pancadas de chuva forte e maior risco de alagamentos em pontos já conhecidos pelos moradores.</p>
<p class="isSelectedEnd">O calor extremo pesa mais em territórios onde há pouca sombra, muitas construções de alvenaria, telhas que retêm calor, ruas estreitas e pouca circulação de ar. Nessas condições, a temperatura dentro de casa pode ficar ainda mais desconfortável, especialmente para crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores que passam muitas horas na rua.</p>
<p class="isSelectedEnd">A chuva forte também exige atenção. Mesmo quando dura pouco, um temporal pode causar acúmulo de água, dificultar a circulação de pedestres, afetar o transporte, danificar casas e aumentar o risco de contato com água contaminada.</p>
<h2>Calor intenso exige cuidado com a saúde</h2>
<p class="isSelectedEnd">Durante períodos de calor elevado, alguns sintomas precisam ser observados: tontura, dor de cabeça, fraqueza, cansaço excessivo, boca seca, náusea, confusão mental e sensação de desmaio. Esses sinais podem indicar desidratação ou agravamento causado pela exposição ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">A recomendação é beber água com frequência, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, usar roupas leves quando possível, manter ambientes ventilados e dar atenção especial a crianças pequenas e idosos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem trabalha na rua, como ambulantes, entregadores, profissionais da limpeza urbana, motoristas, catadores e trabalhadores informais, deve tentar fazer pausas em locais sombreados e se hidratar ao longo do dia.</p>
<h2>Chuva forte: o que observar?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Em dias de previsão de temporal, moradores devem acompanhar alertas oficiais da Defesa Civil, evitar atravessar áreas alagadas e redobrar o cuidado com crianças em ruas com enxurrada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também é importante observar sinais de risco em casa e no entorno, como rachaduras, infiltrações, postes inclinados, bueiros entupidos, fios caídos e acúmulo de lixo em áreas de passagem da água.</p>
<p class="isSelectedEnd">A previsão climática para o trimestre julho, agosto e setembro de 2026 indica, de forma geral, temperaturas acima da média em grande parte do país, o que pode favorecer ondas de calor e aumentar a atenção para eventos extremos.</p>
<h2>Informação também é cuidado</h2>
<p class="isSelectedEnd">Para moradores de Manguinhos, falar sobre El Niño não é apenas explicar um fenômeno climático. É discutir como a crise climática e a desigualdade urbana se encontram no território.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando falta saneamento, arborização, drenagem adequada, moradia segura e acesso rápido a serviços públicos, os efeitos do clima deixam de ser apenas uma questão ambiental e passam a ser também uma questão social.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, acompanhar os alertas, cobrar ações do poder público e circular informação confiável dentro da comunidade são atitudes fundamentais.</p>
<h2>Serviço: cuidados em dias de calor e temporal</h2>
<p class="isSelectedEnd">Em dias de calor forte, beba água mesmo sem sentir sede, evite exposição prolongada ao sol, proteja crianças e idosos e procure atendimento de saúde se houver sinais de mal-estar intenso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em dias de chuva forte, evite áreas alagadas, não tente atravessar enxurradas, acompanhe os alertas da Defesa Civil e informe situações de risco aos órgãos responsáveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">O El Niño não deve ser tratado como motivo de pânico. Mas, em territórios vulneráveis, ele precisa ser levado a sério. Informação antecipada pode ajudar a proteger vidas, reduzir danos e preparar melhor a comunidade para os próximos meses.</p>
<p><strong>Informação também é cuidado.</strong></p>
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		<title>Observatório do Calor vai medir calor extremo em Manguinhos</title>
		<link>https://manguinhosonline.com.br/observatorio-do-calor-vai-medir-calor-extremo-em-manguinhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriano Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça climática]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima será realizado em parceria com a UFRJ e prevê instalação de sensores, coleta de dados no território e participação dos moradores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="1044" data-end="1421">A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio anunciou a ampliação do <strong data-start="1123" data-end="1148">Observatório do Calor</strong> para Manguinhos, na Zona Norte da cidade. O projeto, que começou no Complexo do Alemão, também será levado ao Salgueiro, na Tijuca. Em Manguinhos, a iniciativa será feita em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ.</p>
<p data-start="1423" data-end="1763">A proposta é instalar sensores de temperatura e umidade para identificar ilhas de calor extremo, acompanhar parâmetros de qualidade do ar e produzir informações que ajudem na formulação de políticas públicas. Segundo a Prefeitura, o projeto combina tecnologia, participação popular e justiça climática.</p>
<h2 data-section-id="139yy3j" data-start="1765" data-end="1811">Moradores vão participar da coleta de dados</h2>
<p data-start="1813" data-end="2029">Um dos pontos centrais da iniciativa é a chamada <strong data-start="1862" data-end="1889">Geração Cidadã de Dados</strong>. Na prática, isso significa que moradores do próprio território participam da coleta e da análise das informações sobre o lugar onde vivem.</p>
<p data-start="2031" data-end="2374">De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, a metodologia coloca os moradores como protagonistas no levantamento de dados ambientais. A ideia é que o conhecimento de quem vive o cotidiano da comunidade ajude a mostrar onde o calor é mais intenso e quais áreas precisam de maior atenção.</p>
<p data-start="2376" data-end="2610">No Observatório do Calor do Complexo do Alemão, moradores capacitados atuam como “agentes do clima”, coletando dados de temperatura e umidade para orientar ações de mitigação e políticas públicas.</p>
<h2 data-section-id="w2ehft" data-start="2612" data-end="2648">Por que Manguinhos foi escolhido?</h2>
<p data-start="2650" data-end="2926">Manguinhos é um território urbano adensado, com poucas áreas verdes, grande circulação de pessoas e proximidade com vias importantes, como a Avenida Brasil. A Prefeitura também destaca a localização próxima ao campus principal da Fiocruz.</p>
<p data-start="2928" data-end="3181">Essas características ajudam a explicar a importância de medir o calor de forma localizada. Em áreas com muito concreto, pouca arborização, ruas estreitas e baixa ventilação, a sensação térmica pode ser mais intensa, especialmente nos dias de sol forte.</p>
<p data-start="3183" data-end="3451">A professora Giselle Arteiro Azevedo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, afirmou que Manguinhos é um território muito adensado e com poucos espaços verdes, e que as medições podem evidenciar desigualdades ambientais.</p>
<h2 data-section-id="taaznh" data-start="3453" data-end="3495">Dados podem orientar políticas públicas</h2>
<p data-start="3497" data-end="3725">A expectativa é que as informações coletadas ajudem a apontar pontos críticos do território, como ruas mais quentes, áreas com pouca sombra, locais de maior exposição ao calor e regiões onde a qualidade do ar exige mais atenção.</p>
<p data-start="3727" data-end="3921">Esses dados podem servir de base para ações como plantio de árvores, criação de áreas sombreadas, melhorias em espaços públicos, intervenções urbanas e estratégias de adaptação ao calor extremo.</p>
<p data-start="3923" data-end="4071">Segundo a Prefeitura, o objetivo central é transformar os dados coletados em políticas públicas mais eficazes.</p>
<h2 data-section-id="um78nz" data-start="4073" data-end="4115">Calor extremo também é questão de saúde</h2>
<p data-start="4117" data-end="4364">O calor intenso não afeta todos os moradores da mesma forma. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores que passam muitas horas na rua estão entre os grupos que podem sofrer mais em períodos de temperaturas elevadas.</p>
<p data-start="4366" data-end="4540">Em dias muito quentes, aumentam os riscos de desidratação, tontura, mal-estar, queda de pressão, cansaço extremo e agravamento de problemas respiratórios ou cardiovasculares.</p>
<p data-start="4542" data-end="4693">Por isso, mapear o calor dentro da comunidade pode ajudar a mostrar onde o problema é mais grave e onde o poder público precisa agir com mais urgência.</p>
<h2 data-section-id="1iyj5k1" data-start="4695" data-end="4761">Experiência no Complexo do Alemão registrou calor acima de 40°C</h2>
<p data-start="4763" data-end="5164">Durante apresentação dos resultados do Observatório do Calor no Complexo do Alemão, a ONG Voz das Comunidades informou que foram realizadas 710 aferições técnicas e 740 entrevistas com moradores entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. O relatório apontou microclimas urbanos distintos dentro do território e registros de temperaturas extremas superiores a 40°C.</p>
<p data-start="5166" data-end="5415">Em 26 de dezembro de 2025, o Observatório registrou 43,92°C no Morro do Adeus, no Alemão. No mesmo dia, segundo dados oficiais do Alerta Rio citados pela Prefeitura, a máxima na Zona Sul e no Centro foi de 34°C.</p>
<p data-start="5417" data-end="5592">A diferença mostra como o calor pode atingir a cidade de forma desigual. Mesmo dentro do Rio, alguns territórios enfrentam temperaturas muito mais altas do que outras regiões.</p>
<h2 data-section-id="2qjgqd" data-start="5594" data-end="5649">Projeto une clima, tecnologia e participação popular</h2>
<p data-start="5651" data-end="5809">A ampliação do Observatório do Calor para Manguinhos coloca o território dentro de uma agenda cada vez mais urgente: a adaptação das cidades ao calor extremo.</p>
<p data-start="5811" data-end="6129">Mais do que medir temperatura, o projeto pode ajudar a produzir evidências sobre desigualdade ambiental, saúde pública e infraestrutura urbana. Para que os resultados tenham impacto real, porém, será necessário que os dados coletados sejam divulgados com transparência e transformados em ações concretas no território.</p>
<p data-start="6131" data-end="6335" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Em Manguinhos, onde o calor já faz parte da rotina de muitos moradores, a chegada do Observatório pode ser um passo importante para mostrar, com dados, aquilo que a comunidade sente todos os dias na pele.</p>
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