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	<title>Calor extremo &#8211; Manguinhos On-line</title>
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	<description>Jornalismo comunitário feito em Manguinhos</description>
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		<title>Observatório do Calor vai medir calor extremo em Manguinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriano Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça climática]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima será realizado em parceria com a UFRJ e prevê instalação de sensores, coleta de dados no território e participação dos moradores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="1044" data-end="1421">A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio anunciou a ampliação do <strong data-start="1123" data-end="1148">Observatório do Calor</strong> para Manguinhos, na Zona Norte da cidade. O projeto, que começou no Complexo do Alemão, também será levado ao Salgueiro, na Tijuca. Em Manguinhos, a iniciativa será feita em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ.</p>
<p data-start="1423" data-end="1763">A proposta é instalar sensores de temperatura e umidade para identificar ilhas de calor extremo, acompanhar parâmetros de qualidade do ar e produzir informações que ajudem na formulação de políticas públicas. Segundo a Prefeitura, o projeto combina tecnologia, participação popular e justiça climática.</p>
<h2 data-section-id="139yy3j" data-start="1765" data-end="1811">Moradores vão participar da coleta de dados</h2>
<p data-start="1813" data-end="2029">Um dos pontos centrais da iniciativa é a chamada <strong data-start="1862" data-end="1889">Geração Cidadã de Dados</strong>. Na prática, isso significa que moradores do próprio território participam da coleta e da análise das informações sobre o lugar onde vivem.</p>
<p data-start="2031" data-end="2374">De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, a metodologia coloca os moradores como protagonistas no levantamento de dados ambientais. A ideia é que o conhecimento de quem vive o cotidiano da comunidade ajude a mostrar onde o calor é mais intenso e quais áreas precisam de maior atenção.</p>
<p data-start="2376" data-end="2610">No Observatório do Calor do Complexo do Alemão, moradores capacitados atuam como “agentes do clima”, coletando dados de temperatura e umidade para orientar ações de mitigação e políticas públicas.</p>
<h2 data-section-id="w2ehft" data-start="2612" data-end="2648">Por que Manguinhos foi escolhido?</h2>
<p data-start="2650" data-end="2926">Manguinhos é um território urbano adensado, com poucas áreas verdes, grande circulação de pessoas e proximidade com vias importantes, como a Avenida Brasil. A Prefeitura também destaca a localização próxima ao campus principal da Fiocruz.</p>
<p data-start="2928" data-end="3181">Essas características ajudam a explicar a importância de medir o calor de forma localizada. Em áreas com muito concreto, pouca arborização, ruas estreitas e baixa ventilação, a sensação térmica pode ser mais intensa, especialmente nos dias de sol forte.</p>
<p data-start="3183" data-end="3451">A professora Giselle Arteiro Azevedo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, afirmou que Manguinhos é um território muito adensado e com poucos espaços verdes, e que as medições podem evidenciar desigualdades ambientais.</p>
<h2 data-section-id="taaznh" data-start="3453" data-end="3495">Dados podem orientar políticas públicas</h2>
<p data-start="3497" data-end="3725">A expectativa é que as informações coletadas ajudem a apontar pontos críticos do território, como ruas mais quentes, áreas com pouca sombra, locais de maior exposição ao calor e regiões onde a qualidade do ar exige mais atenção.</p>
<p data-start="3727" data-end="3921">Esses dados podem servir de base para ações como plantio de árvores, criação de áreas sombreadas, melhorias em espaços públicos, intervenções urbanas e estratégias de adaptação ao calor extremo.</p>
<p data-start="3923" data-end="4071">Segundo a Prefeitura, o objetivo central é transformar os dados coletados em políticas públicas mais eficazes.</p>
<h2 data-section-id="um78nz" data-start="4073" data-end="4115">Calor extremo também é questão de saúde</h2>
<p data-start="4117" data-end="4364">O calor intenso não afeta todos os moradores da mesma forma. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores que passam muitas horas na rua estão entre os grupos que podem sofrer mais em períodos de temperaturas elevadas.</p>
<p data-start="4366" data-end="4540">Em dias muito quentes, aumentam os riscos de desidratação, tontura, mal-estar, queda de pressão, cansaço extremo e agravamento de problemas respiratórios ou cardiovasculares.</p>
<p data-start="4542" data-end="4693">Por isso, mapear o calor dentro da comunidade pode ajudar a mostrar onde o problema é mais grave e onde o poder público precisa agir com mais urgência.</p>
<h2 data-section-id="1iyj5k1" data-start="4695" data-end="4761">Experiência no Complexo do Alemão registrou calor acima de 40°C</h2>
<p data-start="4763" data-end="5164">Durante apresentação dos resultados do Observatório do Calor no Complexo do Alemão, a ONG Voz das Comunidades informou que foram realizadas 710 aferições técnicas e 740 entrevistas com moradores entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. O relatório apontou microclimas urbanos distintos dentro do território e registros de temperaturas extremas superiores a 40°C.</p>
<p data-start="5166" data-end="5415">Em 26 de dezembro de 2025, o Observatório registrou 43,92°C no Morro do Adeus, no Alemão. No mesmo dia, segundo dados oficiais do Alerta Rio citados pela Prefeitura, a máxima na Zona Sul e no Centro foi de 34°C.</p>
<p data-start="5417" data-end="5592">A diferença mostra como o calor pode atingir a cidade de forma desigual. Mesmo dentro do Rio, alguns territórios enfrentam temperaturas muito mais altas do que outras regiões.</p>
<h2 data-section-id="2qjgqd" data-start="5594" data-end="5649">Projeto une clima, tecnologia e participação popular</h2>
<p data-start="5651" data-end="5809">A ampliação do Observatório do Calor para Manguinhos coloca o território dentro de uma agenda cada vez mais urgente: a adaptação das cidades ao calor extremo.</p>
<p data-start="5811" data-end="6129">Mais do que medir temperatura, o projeto pode ajudar a produzir evidências sobre desigualdade ambiental, saúde pública e infraestrutura urbana. Para que os resultados tenham impacto real, porém, será necessário que os dados coletados sejam divulgados com transparência e transformados em ações concretas no território.</p>
<p data-start="6131" data-end="6335" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Em Manguinhos, onde o calor já faz parte da rotina de muitos moradores, a chegada do Observatório pode ser um passo importante para mostrar, com dados, aquilo que a comunidade sente todos os dias na pele.</p>
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