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	<title>Checagem de fatos &#8211; Manguinhos On-line</title>
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	<description>Jornalismo comunitário feito em Manguinhos</description>
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		<title>Fake news: como identificar, combater e proteger Manguinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manguinhos On-line]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 20:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Manguinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Checagem de fatos]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania digital]]></category>
		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[Fake news]]></category>
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					<description><![CDATA[Campanha do Manguinhos On-line alerta que boatos podem espalhar medo, prejudicar serviços públicos, afetar eleições, colocar a saúde em risco e causar danos reais à comunidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="1014" data-end="1267">O <strong data-start="1016" data-end="1038">Manguinhos On-line</strong> lançou uma campanha de identificação e combate às fake news para orientar moradores sobre como reconhecer conteúdos falsos, verificar informações e evitar o compartilhamento de boatos nas redes sociais e aplicativos de mensagem.</p>
<p data-start="1269" data-end="1715">A iniciativa parte de uma ideia simples: <strong data-start="1310" data-end="1341">informação também é cuidado</strong>. Em uma comunidade, uma notícia falsa pode circular rapidamente e provocar consequências concretas. Um boato sobre vacinação pode afastar famílias de uma unidade de saúde. Uma mensagem falsa sobre operação policial pode gerar pânico. Um áudio sem fonte sobre enchente, falta d’água, benefício social ou transporte pode confundir moradores e prejudicar decisões importantes.</p>
<p data-start="1717" data-end="2127">O alerta é ainda mais urgente porque o Brasil se informa cada vez mais pelo ambiente digital. Pesquisa do DataSenado divulgada em 2026 mostrou que <strong data-start="1864" data-end="1942">54% dos brasileiros têm os meios digitais como principal fonte de notícias</strong>, enquanto a TV aparece com 37%. Entre os meios digitais, o Instagram aparece como a plataforma mais citada para acompanhar notícias e atualidades.</p>
<h2 data-section-id="15d802o" data-start="2129" data-end="2158">Fake news não é só mentira</h2>
<p data-start="2160" data-end="2385">Fake news é um conteúdo falso, distorcido ou fora de contexto que circula como se fosse informação verdadeira. Pode aparecer em forma de texto, áudio, print, vídeo, montagem, imagem antiga, perfil falso ou manchete alarmista.</p>
<p data-start="2387" data-end="2597">Nem toda informação errada nasce com má-fé. Às vezes, uma pessoa compartilha porque acreditou, porque ficou assustada ou porque recebeu de alguém conhecido. Mas o efeito pode ser o mesmo: confusão, medo e dano.</p>
<p data-start="2599" data-end="2678">Por isso, a campanha do Manguinhos On-line reforça: <strong data-start="2651" data-end="2677">na dúvida, não repasse</strong>.</p>
<h2 data-section-id="1cy5te4" data-start="2680" data-end="2704">Por que isso importa?</h2>
<p data-start="2706" data-end="3072">A desinformação se espalha justamente pelos canais mais usados no dia a dia. A TIC Domicílios 2024 mostrou que <strong data-start="2817" data-end="2891">92% dos usuários de internet no Brasil enviaram mensagens instantâneas</strong> e <strong data-start="2894" data-end="2922">81% usaram redes sociais</strong>. A mesma pesquisa indicou que 51% buscaram informações relacionadas à saúde ou a serviços de saúde na internet.</p>
<p data-start="3074" data-end="3511">Outro levantamento do Cetic.br, divulgado pelo CGI.br em 2026, mostrou que <strong data-start="3149" data-end="3231">72% dos usuários de internet acessam diariamente informações por redes sociais</strong> e <strong data-start="3234" data-end="3295">60% se informam todos os dias por aplicativos de mensagem</strong>. O estudo também apontou desigualdade no acesso à informação: usuários das classes AB acessam sites e portais de notícias com mais frequência do que usuários das classes C e DE.</p>
<p data-start="3513" data-end="3793">Isso significa que, em muitos territórios, o grupo de WhatsApp, o Instagram, o Facebook, o TikTok e os vídeos curtos se tornaram parte central da circulação de notícias. O problema é que esses espaços misturam informação confiável, opinião, propaganda, golpe, boato e manipulação.</p>
<h2 data-section-id="he9ubz" data-start="3795" data-end="3829">Como identificar uma fake news?</h2>
<p data-start="3831" data-end="3963">A campanha do Manguinhos On-line orienta os moradores a observar alguns sinais antes de acreditar ou compartilhar qualquer conteúdo.</p>
<p data-start="3965" data-end="4160">Desconfie de mensagens com título muito alarmista, frases como “urgente”, “compartilhe antes que apaguem”, “a mídia não quer mostrar”, “recebi de fonte segura” ou “estão escondendo isso de você”.</p>
<p data-start="4162" data-end="4353">Também é preciso cuidado com prints sem link, áudios sem autoria, vídeos sem data, imagens fortes sem contexto e publicações que acusam pessoas, instituições ou serviços sem apresentar prova.</p>
<p data-start="4355" data-end="4399">Antes de compartilhar, faça cinco perguntas:</p>
<p data-start="4401" data-end="4546"><strong data-start="4401" data-end="4419">Quem publicou?</strong><br data-start="4419" data-end="4422" />Veja se a informação saiu de um órgão oficial, veículo jornalístico conhecido, instituição confiável ou perfil identificado.</p>
<p data-start="4548" data-end="4628"><strong data-start="4548" data-end="4572">Tem fonte confiável?</strong><br data-start="4572" data-end="4575" />Mensagem sem fonte não deve ser tratada como notícia.</p>
<p data-start="4630" data-end="4714"><strong data-start="4630" data-end="4649">A data é atual?</strong><br data-start="4649" data-end="4652" />Muitas fake news usam imagens antigas como se fossem recentes.</p>
<p data-start="4716" data-end="4832"><strong data-start="4716" data-end="4748">Outros veículos confirmaram?</strong><br data-start="4748" data-end="4751" />Quando o assunto é importante, veículos profissionais costumam apurar e publicar.</p>
<p data-start="4834" data-end="5111"><strong data-start="4834" data-end="4892">Alguma agência de checagem ou órgão oficial verificou?</strong><br data-start="4892" data-end="4895" />Em temas eleitorais, por exemplo, o TSE mantém a página Fato ou Boato, que reúne uma coalizão com nove agências de checagem para verificar informações sobre o processo eleitoral.</p>
<h2 data-section-id="1r7aycl" data-start="5113" data-end="5156">Saúde: boato pode colocar vidas em risco</h2>
<p data-start="5158" data-end="5498">Na área da saúde, fake news pode afastar pessoas de vacinas, tratamentos e serviços públicos. O Ministério da Saúde mantém o projeto <strong data-start="5291" data-end="5312">Saúde com Ciência</strong>, voltado ao monitoramento da desinformação sobre saúde pública, com ações iniciais concentradas em vacinação e no Programa Nacional de Imunizações.</p>
<p data-start="5500" data-end="5707">O próprio Ministério alerta que conteúdos falsos sobre vacinas distorcem dados, geram medo e podem comprometer a adesão à imunização, colocando a saúde pública em risco.</p>
<p data-start="5709" data-end="5945">Em comunidades, esse efeito pode ser grave. Se uma mentira convence uma família a não vacinar uma criança, não é apenas uma decisão individual. A cobertura vacinal baixa aumenta o risco de retorno de doenças e afeta toda a coletividade.</p>
<h2 data-section-id="1ogxcz8" data-start="5947" data-end="5987">Eleições: desinformação ameaça o voto</h2>
<p data-start="5989" data-end="6163">Nas eleições, a fake news pode ser usada para atacar candidatos, confundir eleitores, espalhar mentiras sobre urnas, inventar fraudes ou desestimular a participação política.</p>
<p data-start="6165" data-end="6549">Segundo o DataSenado, <strong data-start="6187" data-end="6362">81% dos brasileiros que tiveram acesso a notícias falsas nos seis meses anteriores à pesquisa acreditavam que a desinformação poderia afetar muito o resultado das eleições</strong>. O mesmo levantamento apontou que <strong data-start="6397" data-end="6510">78% consideravam muito importante controlar notícias falsas nas redes sociais para garantir uma disputa justa</strong>.</p>
<p data-start="6551" data-end="6865">A legislação eleitoral também trata do tema. O artigo 323 do Código Eleitoral prevê punição para quem divulga, na propaganda eleitoral ou durante o período de campanha, fatos que sabe serem inverídicos em relação a partidos ou candidatos e capazes de influenciar o eleitorado.</p>
<p data-start="6867" data-end="7105">Para as Eleições 2026, o TSE também aprovou regras sobre uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral, em um contexto de preocupação com conteúdos falsos, manipulados ou descontextualizados.</p>
<h2 data-section-id="19q0a94" data-start="7107" data-end="7144">Tragédias: mentira atrapalha ajuda</h2>
<p data-start="7146" data-end="7561">Em situações de emergência, a desinformação pode atrapalhar resgates, doações e orientações oficiais. Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, o governo estadual manteve uma página específica para desmentir boatos. A lista incluiu falsas informações sobre doações retidas, centros de distribuição, mensagens atribuídas à Defesa Civil e supostos pedidos de dados por WhatsApp.</p>
<p data-start="7563" data-end="7818">Esse exemplo mostra como uma mentira pode desorganizar a solidariedade. Em momentos de crise, as pessoas precisam saber onde doar, para onde ir, que área evitar e qual orientação seguir. Um boato pode desviar ajuda, causar pânico e colocar vidas em risco.</p>
<h2 data-section-id="1ppihzs" data-start="7820" data-end="7853">Fake news pode virar processo?</h2>
<p data-start="7855" data-end="8017">Pode. No Brasil, “fake news” é uma expressão popular, mas a responsabilização jurídica depende do conteúdo, da intenção, do dano causado e do enquadramento legal.</p>
<p data-start="8019" data-end="8312">Uma mentira pode gerar processo civil por dano moral. O Código Civil considera ato ilícito a ação ou omissão que viola direito e causa dano a outra pessoa, ainda que exclusivamente moral; também prevê obrigação de reparar o dano causado por ato ilícito.</p>
<p data-start="8314" data-end="8652">Na esfera criminal, a fake news pode se enquadrar em crimes contra a honra. O Código Penal prevê calúnia quando alguém imputa falsamente a outra pessoa um fato definido como crime; difamação quando alguém atribui fato ofensivo à reputação; e injúria quando ofende a dignidade ou o decoro de alguém.</p>
<p data-start="8654" data-end="9049">Também pode haver casos de denunciação caluniosa ou comunicação falsa de crime. Segundo explicação do TJDFT, denunciação caluniosa ocorre quando alguém aciona autoridade sabendo que a pessoa acusada é inocente; já a comunicação falsa de crime acontece quando alguém provoca a ação da autoridade comunicando crime ou contravenção que sabe não ter ocorrido.</p>
<h2 data-section-id="xq86y2" data-start="9051" data-end="9096">Quem só compartilha também pode responder?</h2>
<p data-start="9098" data-end="9221">Sim. Compartilhar não é sempre um ato neutro. Quem repassa uma mentira sabendo que ela é falsa pode contribuir para o dano.</p>
<p data-start="9223" data-end="9398">No crime de calúnia, por exemplo, o Código Penal prevê que incorre na mesma pena quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.</p>
<p data-start="9400" data-end="9627">Por isso, a campanha reforça: antes de encaminhar uma acusação, um áudio, um print ou uma denúncia, pare e verifique. Repassar uma mentira pode prejudicar uma pessoa inocente e também trazer consequência para quem compartilhou.</p>
<h2 data-section-id="65b2ls" data-start="9629" data-end="9673">As plataformas também são parte do debate</h2>
<p data-start="9675" data-end="10106">A responsabilidade das plataformas digitais também está em discussão no país. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal definiu parâmetros para a responsabilização de plataformas por conteúdos de terceiros e declarou parcialmente inconstitucional a regra do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que condicionava a responsabilização civil ao descumprimento de ordem judicial específica de remoção.</p>
<p data-start="10108" data-end="10282">Esse debate, porém, não elimina a responsabilidade individual. A rede social pode ter deveres, mas o usuário também deve ter cuidado com o que publica, comenta e compartilha.</p>
<h2 data-section-id="17dhhdf" data-start="10284" data-end="10330">Desinformação também prejudica a comunidade</h2>
<p data-start="10332" data-end="10685">Em Manguinhos, a fake news pode ter efeitos diretos na vida cotidiana. Um boato sobre fechamento de posto de saúde pode impedir atendimento. Uma mentira sobre CadÚnico pode fazer moradores perderem prazo ou caírem em golpe. Uma informação falsa sobre transporte pode atrapalhar trabalhadores. Um áudio alarmista sobre violência pode gerar medo coletivo.</p>
<p data-start="10687" data-end="10966">A desinformação também pode atacar pessoas da própria comunidade. Um print manipulado, uma acusação sem prova ou um vídeo fora de contexto pode destruir reputações, prejudicar trabalhadores, comerciantes, lideranças locais, profissionais de saúde, professores e moradores comuns.</p>
<p data-start="10968" data-end="11108">Por isso, combater fake news não é apenas defender a verdade em abstrato. É proteger a convivência, os direitos e a segurança do território.</p>
<h2 data-section-id="plgy4t" data-start="11110" data-end="11128">Onde verificar?</h2>
<p data-start="11130" data-end="11186">A campanha orienta que moradores busquem informações em:</p>
<p data-start="11188" data-end="11281">sites oficiais de prefeituras, ministérios, secretarias, TSE, Defesa Civil e órgãos públicos;</p>
<p data-start="11283" data-end="11349">veículos jornalísticos reconhecidos e com expediente identificado;</p>
<p data-start="11351" data-end="11449">agências de checagem, como Aos Fatos, Lupa e outras iniciativas integradas a redes de verificação;</p>
<p data-start="11451" data-end="11532">canais oficiais de saúde, vacinação, assistência social, transporte e emergência;</p>
<p data-start="11534" data-end="11608">fontes locais confiáveis, desde que indiquem de onde tiraram a informação.</p>
<p data-start="11610" data-end="11715">O mais importante é não confiar apenas em prints, áudios anônimos ou mensagens encaminhadas muitas vezes.</p>
<h2 data-section-id="1cqh06r" data-start="11717" data-end="11757">Como combater fake news no dia a dia?</h2>
<p data-start="11759" data-end="11818">Combater fake news não exige briga. Exige responsabilidade.</p>
<p data-start="11820" data-end="12083">Quando receber um conteúdo duvidoso, pare antes de enviar. Confira a fonte. Procure a informação em outro lugar. Veja se a data é atual. Pesquise palavras-chave da mensagem no Google. Consulte sites oficiais. Veja se alguma agência de checagem já analisou o caso.</p>
<p data-start="12085" data-end="12295">Se perceber que alguém compartilhou uma informação falsa, corrija com respeito. Envie o link confiável. Explique que aquele conteúdo pode causar dano. Evite humilhar a pessoa, porque isso pode fechar o diálogo.</p>
<p data-start="12297" data-end="12510">Também é importante denunciar conteúdos falsos nas próprias plataformas, principalmente quando envolvem golpes, ataques a pessoas, racismo, LGBTfobia, violência, saúde pública, eleições ou situações de emergência.</p>
<h2 data-section-id="y88yk7" data-start="12512" data-end="12548">O papel do jornalismo comunitário</h2>
<p data-start="12550" data-end="12743">O jornalismo comunitário tem uma função central nesse enfrentamento. Ele conhece o território, entende a linguagem dos moradores e consegue traduzir informações oficiais para a realidade local.</p>
<p data-start="12745" data-end="12906">Mas isso exige responsabilidade editorial. Noticiar não é apenas publicar rápido. É apurar, confirmar, ouvir fontes, contextualizar e corrigir quando necessário.</p>
<p data-start="12908" data-end="13122">A campanha do Manguinhos On-line nasce dessa responsabilidade. Em um tempo em que qualquer pessoa pode publicar, o jornalismo precisa reafirmar seu compromisso com a checagem, a transparência e o interesse público.</p>
<h2 data-section-id="pq0249" data-start="13124" data-end="13171">Serviço: antes de compartilhar, faça o teste</h2>
<p data-start="13173" data-end="13214">Antes de repassar uma mensagem, pergunte:</p>
<p data-start="13216" data-end="13352">Quem publicou?<br data-start="13230" data-end="13233" />Tem fonte confiável?<br data-start="13253" data-end="13256" />A data é atual?<br data-start="13271" data-end="13274" />Outros veículos confirmaram?<br data-start="13302" data-end="13305" />Órgão oficial ou agência de checagem verificou?</p>
<p data-start="13354" data-end="13398">Se você não sabe responder, não compartilhe.</p>
<p data-start="13400" data-end="13487">Fake news espalha medo, confusão e prejuízo. Informação confiável protege a comunidade.</p>
<p data-start="13489" data-end="13527" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="13489" data-end="13527" data-is-last-node="">Compartilhe informação, não boato.</strong></p>
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