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	<title>Copacabana &#8211; Manguinhos On-line</title>
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	<description>Jornalismo comunitário feito em Manguinhos</description>
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		<title>Fim da escala 6&#215;1 marca ato do Dia do Trabalhador no Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adriano Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 19:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos e assistência]]></category>
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					<description><![CDATA[Manifestação realizada em Copacabana, no 1º de Maio, reuniu trabalhadores, centrais sindicais e movimentos sociais em defesa da redução da jornada sem redução salarial, do combate à precarização e da ampliação de direitos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="1054" data-end="1560">O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora foi marcado por mobilização no Rio de Janeiro. Na sexta-feira, 1º de maio, manifestantes se reuniram em Copacabana, na Zona Sul, para defender o fim da escala 6&#215;1, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e mais proteção aos direitos trabalhistas. O ato aconteceu na Avenida Atlântica, na altura do Posto 5, e fez parte de uma agenda nacional de mobilizações organizada por centrais sindicais e movimentos sociais.</p>
<p data-start="1562" data-end="1938">O Manguinhos On-line esteve presente na cobertura do ato. A manifestação reuniu trabalhadores de diferentes categorias, lideranças políticas, sindicatos, coletivos e pessoas que foram às ruas para denunciar o desgaste provocado por jornadas longas, baixos salários, informalidade, pejotização e falta de tempo para descanso, estudo, cuidado com a família e convivência social.</p>
<p data-start="1940" data-end="2241">A principal palavra de ordem foi o fim da escala 6&#215;1, modelo em que o trabalhador atua seis dias na semana e tem apenas um dia de folga. Para os participantes, a discussão não se resume à organização da rotina de trabalho: trata-se de uma pauta sobre saúde, dignidade, tempo livre e qualidade de vida.</p>
<h2 data-section-id="1djt30a" data-start="2243" data-end="2267">O que é a escala 6&#215;1?</h2>
<p data-start="2269" data-end="2586">A escala 6&#215;1 é uma forma de organização da jornada em que a pessoa trabalha por seis dias e descansa um. Ela é comum em setores como comércio, supermercados, serviços, restaurantes, hotelaria, limpeza, telemarketing, segurança, transporte e outras áreas que funcionam em horários ampliados, fins de semana e feriados.</p>
<p data-start="2588" data-end="2831">Hoje, a Constituição estabelece que a duração normal do trabalho não deve ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais, além de garantir repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.</p>
<p data-start="2833" data-end="3102">Na prática, a combinação entre jornada de até 44 horas semanais e funcionamento contínuo de determinados setores permite que muitos trabalhadores sejam escalados por seis dias seguidos, com apenas uma folga semanal. É esse modelo que virou alvo de mobilização nacional.</p>
<h2 data-section-id="tmi7d4" data-start="3104" data-end="3152">Por que os trabalhadores querem o fim da 6&#215;1?</h2>
<p data-start="3154" data-end="3487">A reivindicação central é que a redução da jornada seja feita sem redução salarial. Defensores da mudança afirmam que o modelo atual compromete a vida fora do trabalho, aumenta o cansaço físico e mental e dificulta o acesso a estudo, lazer, participação política, cuidado com filhos, acompanhamento de familiares e descanso adequado.</p>
<p data-start="3489" data-end="3745">No ato de Copacabana, cartazes e falas de manifestantes reforçavam que o trabalhador não deve viver apenas para trabalhar. A pauta ganhou força especialmente entre jovens, trabalhadores do comércio e categorias submetidas a rotinas de atendimento contínuo.</p>
<p data-start="3747" data-end="4023">Pesquisa Datafolha divulgada em março mostrou que 71% dos brasileiros apoiavam a redução do número máximo de dias trabalhados por semana. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.</p>
<h2 data-section-id="bna39o" data-start="4025" data-end="4056">A pauta avançou no Congresso</h2>
<p data-start="4058" data-end="4401">Depois das mobilizações do 1º de Maio, a proposta de fim da escala 6&#215;1 ganhou novos capítulos em Brasília. Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, uma Proposta de Emenda à Constituição que prevê jornada máxima de 40 horas semanais e dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.</p>
<p data-start="4403" data-end="4655">Após a aprovação na Câmara, o texto seguiu para análise do Senado. Segundo a Agência Senado, a proposta estabelece jornada máxima de 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados.</p>
<p data-start="4657" data-end="5064">A Agência Brasil informou que, se aprovada também no Senado, a implementação teria regras de transição, com redução inicial para 42 horas semanais e, depois, para 40 horas. A proposta também prevê a manutenção dos salários e permite regimes compensatórios em situações específicas, desde que respeitado o direito a dois dias de descanso remunerado por semana, em média.</p>
<h2 data-section-id="jjrd52" data-start="5066" data-end="5120">Mais do que escala: direitos trabalhistas em debate</h2>
<p data-start="5122" data-end="5549">Embora o fim da escala 6&#215;1 tenha sido a principal bandeira do ato, a manifestação também levantou outras pautas. Entre elas estavam a defesa da redução da jornada sem corte salarial, o combate à pejotização, a valorização das negociações coletivas e a proteção contra formas de precarização do trabalho. Esses temas estavam entre os eixos convocados para o ato de 1º de Maio em Copacabana.</p>
<p data-start="5551" data-end="5897">A pejotização é uma das preocupações recorrentes entre trabalhadores e sindicatos. O termo se refere a situações em que pessoas passam a prestar serviço como pessoa jurídica, mas seguem, na prática, em uma relação de trabalho semelhante à de emprego, muitas vezes sem acesso aos mesmos direitos previstos para trabalhadores com carteira assinada.</p>
<p data-start="5899" data-end="6110">Para os movimentos presentes no ato, discutir jornada é também discutir o modelo de trabalho no Brasil. A pergunta que atravessou a manifestação foi direta: quanto tempo da vida deve ser consumido pelo trabalho?</p>
<h2 data-section-id="1kgx08q" data-start="6112" data-end="6143">Trabalho, cidade e favela</h2>
<p data-start="6145" data-end="6477">A discussão sobre a escala 6&#215;1 também atravessa a realidade de moradores de Manguinhos e de outros territórios populares. Para quem vive longe das áreas de maior concentração de emprego, a jornada não começa apenas quando bate o ponto. Ela inclui o tempo gasto em ônibus, trem, metrô, BRT, filas, integrações e deslocamentos longos.</p>
<p data-start="6479" data-end="6871">Uma escala de seis dias por semana pode significar, para muitos trabalhadores, quase nenhuma possibilidade de descanso real. Quando o transporte atrasa, quando o ônibus passa cheio, quando o trem falha ou quando a volta para casa é longa, a folga semanal vira também o único dia para resolver pendências, cuidar da casa, acompanhar filhos, ir ao mercado, descansar e tentar recuperar o corpo.</p>
<p data-start="6873" data-end="7061">Por isso, o debate sobre jornada de trabalho não é abstrato. Ele aparece na rotina de quem sai cedo, volta tarde e ainda precisa lidar com a falta de tempo para viver a própria comunidade.</p>
<h2 data-section-id="1ej2ux6" data-start="7063" data-end="7093">1º de Maio como dia de luta</h2>
<p data-start="7095" data-end="7323">O 1º de Maio é celebrado como Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, mas a data também é marcada por reivindicações históricas da classe trabalhadora. Em 2026, a pauta do fim da escala 6&#215;1 deu novo peso político às manifestações.</p>
<p data-start="7325" data-end="7654">Em Copacabana, o ato mostrou que a discussão saiu das redes sociais e chegou às ruas. A presença de trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais reforçou que a mudança na jornada não é apenas uma proposta legislativa: é uma demanda social que mobiliza categorias diferentes e dialoga com a vida cotidiana de milhões de pessoas.</p>
<h2 data-section-id="1yaaji2" data-start="7656" data-end="7680">O que acontece agora?</h2>
<p data-start="7682" data-end="7896">Com o avanço da proposta no Congresso, a pressão dos trabalhadores deve continuar. Para virar regra, a mudança ainda depende de tramitação completa no Senado e, se aprovada, da promulgação da emenda constitucional.</p>
<p data-start="7898" data-end="8108">Enquanto isso, sindicatos e movimentos defendem que a população acompanhe o debate, cobre parlamentares e participe das discussões sobre os impactos da jornada de trabalho na saúde, na renda e na vida familiar.</p>
<p data-start="8110" data-end="8338">A manifestação do 1º de Maio no Rio mostrou que o tema deixou de ser uma pauta restrita às centrais sindicais. O fim da escala 6&#215;1 passou a ocupar conversas em locais de trabalho, redes sociais, famílias e territórios populares.</p>
<p data-start="8340" data-end="8530" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Para quem vive do próprio trabalho, a reivindicação é simples: trabalhar com dignidade, receber salário justo e ter tempo para descansar, estudar, cuidar, amar, circular pela cidade e viver.</p>
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