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Passageiros aguardam ônibus no Terminal Procópio Ferreira no 1º dia de greve dos rodoviários no Rio

Manguinhos On-line acompanhou a movimentação no Centro do Rio nesta segunda-feira (29). Justiça determinou circulação mínima de 50% da frota; passageiros relataram demora para embarcar em diferentes pontos da cidade.
29/06/2026 | 17h00
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A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro, iniciada à 0h desta segunda-feira (29), afetou a rotina de passageiros que dependem dos ônibus para se deslocar pela cidade. No Terminal Procópio Ferreira, no Centro do Rio, o Manguinhos On-line acompanhou a movimentação de usuários que aguardavam condução para retornar para casa.

O registro foi feito pelo comunicador Samuel Xavier, que esteve no local durante a paralisação. Nas imagens publicadas pelo Manguinhos On-line, passageiros aparecem esperando a chegada dos coletivos em meio à redução da circulação de ônibus.

A Justiça do Trabalho determinou que pelo menos 50% da frota fosse mantida nas ruas durante a greve. Ao todo, seriam cerca de 1.800 ônibus em circulação, segundo a determinação judicial citada na cobertura do caso.

Greve foi mantida após assembleia

A paralisação começou à 0h desta segunda-feira, após decisão da categoria em assembleia. Durante a tarde, os rodoviários decidiram manter a greve. Uma audiência de mediação para tentar um acordo foi marcada para a manhã desta terça-feira (30), no Tribunal Regional do Trabalho.

Segundo a cobertura do G1, passageiros relataram espera de até 2 horas para embarcar. Pela manhã, pontos e terminais registraram filas, e parte dos usuários desistiu do trajeto.

No fim do dia, o cenário ainda era de atenção em terminais de ônibus. No Terminal Procópio Ferreira, passageiros aguardavam a chegada dos coletivos sem a mesma previsibilidade de um dia normal.

Passageiros tentam voltar para casa

A paralisação atingiu principalmente quem depende do ônibus para trabalhar, estudar ou retornar para casa depois do expediente. Em diferentes regiões do Rio, usuários relataram demora, falta de informação e dificuldade para encontrar alternativas.

Apesar da greve nos ônibus, outros modais, como trens, barcas e metrô, operavam normalmente, segundo a cobertura sobre a paralisação.

O Terminal Procópio Ferreira é um terminal municipal localizado no Centro do Rio, região com grande circulação de trabalhadores e integração com outros deslocamentos pela cidade.

Empresas e sindicato divergem sobre frota nas ruas

O Rio Ônibus, sindicato que representa as viações da cidade, informou que 870 coletivos saíram para circular ao longo da manhã. A entidade também afirmou que 40 ônibus foram vandalizados em piquetes. Já o sindicato dos rodoviários disse ter informação de 25 coletivos danificados.

O sindicato dos trabalhadores culpou as empresas pelo número insuficiente de ônibus nas ruas. Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, afirmou que a categoria teve dificuldade para cumprir a decisão judicial porque não teria recebido a escala dos trabalhadores.

As viações, por outro lado, disseram que as garagens estavam abertas desde a meia-noite para que os rodoviários colocassem a frota em circulação. O Rio Ônibus também afirmou que seu objetivo era cumprir a decisão judicial e garantir o transporte da população.

O que reivindicam os rodoviários

Entre as reivindicações da categoria estão a mudança da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de articulados, R$ 4 mil para os demais motoristas, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre, indenização dos 30 minutos do intervalo de almoço e plano de saúde e odontológico.

A proposta patronal, segundo o sindicato dos trabalhadores, teria reajustes menores. Para motoristas de ônibus convencional, o aumento seria de R$ 150,15. Para motoristas de articulado na categoria “E”, o reajuste seria de R$ 180,17. O auxílio-alimentação passaria de R$ 660 para R$ 689.

Situação segue indefinida

Até a última atualização desta reportagem, a greve seguia mantida, e uma nova rodada de negociação estava prevista para esta terça-feira (30). Passageiros que dependem dos ônibus devem acompanhar a situação antes de sair de casa e, quando possível, buscar alternativas de deslocamento.

O Manguinhos On-line seguirá acompanhando os impactos da paralisação nos deslocamentos de trabalhadores, estudantes e moradores que dependem do transporte público no Rio.