Mobilidade

O que os motoristas reivindicam na greve dos rodoviários no Rio

Categoria pede reajuste salarial, vale-alimentação maior, escala 5x2 e contratação pelo regime CLT para trabalhadores temporários
27/06/2026 | 15h30
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A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro chamou atenção para uma série de reivindicações feitas pelos motoristas de ônibus da cidade. Em publicação feita no Instagram, o comunicador Samuel Xavier, do SamComPop, em parceria com o Manguinhos On-line, explicou alguns dos principais pontos cobrados pela categoria.

Segundo a publicação, os motoristas reivindicam melhores condições de trabalho e reajustes considerados necessários pela categoria. A paralisação já vinha sendo anunciada, mas, de acordo com o post, não houve acordo com os empresários.

Entre as principais reivindicações estão a correção do salário, com reajuste conforme a inflação, além de acréscimo no vale-alimentação. A publicação aponta reajuste de 4,39% e mais R$ 29 no vale-alimentação.

Escala 5×2

Outro ponto apresentado é a adoção da escala 5×2, modelo em que o trabalhador atua por cinco dias na semana e folga dois.

A reivindicação aparece como uma tentativa de reorganizar a jornada dos motoristas, que lidam diariamente com longas horas no trânsito, pressão por horários e responsabilidade pelo transporte de milhares de passageiros.

Contratação pelo regime CLT

A categoria também cobra a substituição de contratos temporários por contratações com carteira assinada, dentro do regime da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT.

Na prática, a demanda busca garantir mais estabilidade e acesso a direitos trabalhistas previstos para trabalhadores formalizados.

Indenização pelo intervalo de almoço

Outro ponto destacado na publicação é o pagamento de indenização referente aos 30 minutos do horário de almoço descontados.

A reivindicação indica que a categoria questiona a forma como esse período tem sido tratado na jornada de trabalho dos motoristas.

Greve afeta quem trabalha e quem usa transporte público

Na publicação, Samuel Xavier também critica a postura dos empresários do setor e afirma que, no fim, quem mais sofre é quem depende do transporte público: tanto os trabalhadores rodoviários quanto os passageiros.

A paralisação impacta diretamente moradores que dependem dos ônibus para trabalhar, estudar, acessar serviços de saúde e retornar para casa. Em regiões populares e periféricas, onde o ônibus é muitas vezes a principal alternativa de deslocamento, a redução da frota pesa ainda mais na rotina da população.

O Manguinhos On-line segue acompanhando os impactos da greve e os desdobramentos das negociações entre trabalhadores, empresas e poder público.