Política

Por que alguns políticos são chamados de esquerda, direita ou centro?

Esses termos aparecem em eleições, debates e nas redes sociais. Mas afinal, o que eles realmente significam?
06/07/2026 | 19h03
Ouça este conteúdo
Leitura automática da matéria
00:00 / 03:45

Por que essas palavras aparecem tanto?

É comum ouvir que um candidato é “de esquerda”, “de direita” ou “de centro”. Mas, muitas vezes, esses termos são usados como ofensa ou elogio, sem explicar o que realmente significam.

Na prática, eles servem para identificar diferentes formas de pensar temas como saúde, educação, segurança, economia, impostos e direitos sociais.

Isso não quer dizer que todos os políticos de um mesmo grupo defendam exatamente as mesmas ideias. A política é muito mais complexa do que três rótulos.

De onde surgiram esquerda e direita?

Os termos nasceram durante a Revolução Francesa, no fim do século XVIII.

Na Assembleia Nacional, quem defendia mudanças profundas na sociedade costumava se sentar à esquerda do presidente da sessão. Já aqueles que queriam preservar a ordem existente ficavam à direita.

Com o tempo, essas posições passaram a representar diferentes maneiras de enxergar a política, e os nomes continuam sendo usados até hoje.

O que defende a esquerda?

De forma geral, partidos e políticos de esquerda entendem que o Estado deve ter um papel importante na redução das desigualdades sociais.

Por isso, costumam defender investimentos em áreas como saúde pública, educação, moradia, assistência social e programas de distribuição de renda. Também é comum que apoiem políticas voltadas para direitos trabalhistas e combate às desigualdades raciais e de gênero.

Isso não significa que toda pessoa de esquerda pense igual. Existem correntes mais moderadas e outras que defendem mudanças mais profundas na sociedade.

O que defende a direita?

A direita costuma defender uma participação menor do Estado na economia e maior liberdade para empresas e empreendedores.

Em geral, seus representantes acreditam que reduzir impostos, incentivar a iniciativa privada e diminuir a burocracia pode estimular o crescimento econômico e a geração de empregos.

Também é comum encontrar na direita uma defesa mais forte de temas como segurança pública, propriedade privada e valores considerados conservadores.

Assim como acontece na esquerda, existem diferentes correntes dentro da direita, que nem sempre concordam entre si.

E o centro?

O centro reúne políticos e partidos que procuram equilibrar propostas dos dois lados.

Na prática, podem defender programas sociais ao mesmo tempo em que apoiam responsabilidade fiscal ou medidas favoráveis ao mercado.

Por isso, muitos partidos de centro costumam fazer alianças tanto com governos de esquerda quanto de direita.

Vale lembrar que centro e centrão não são a mesma coisa. O centrão é um grupo de partidos que atua principalmente por meio de negociações políticas no Congresso Nacional.

Então quem está certo?

Não existe uma resposta única.

As diferentes posições políticas surgem porque as pessoas têm visões diferentes sobre como resolver os problemas do país.

Enquanto alguns acreditam que o Estado deve investir mais em políticas públicas, outros defendem que a iniciativa privada pode oferecer soluções mais eficientes para parte desses desafios.

Mais importante do que decorar rótulos é conhecer as propostas de cada candidato e avaliar como elas podem impactar a vida da população.

O que isso tem a ver com Manguinhos?

Muito.

Quando um governo decide investir mais (ou menos) em saúde, educação, saneamento, transporte, cultura ou segurança, essas escolhas chegam aos bairros e comunidades.

Entender o que significa esquerda, direita e centro ajuda a interpretar promessas de campanha, acompanhar notícias e cobrar políticas públicas que realmente façam diferença no território.

No fim das contas, política não acontece apenas em Brasília. Ela também acontece na escola do bairro, na clínica da família, na obra que nunca termina e nas decisões que afetam o dia a dia de quem vive em Manguinhos.